Primeiro software da língua portuguesa para a transcrição de partituras em Braille


Foi lançado em Brasília o primeiro software da língua portuguesa para a transcrição de partituras em Braille.

O programa promete ampliar o acesso e aprendizagem musical de pessoas com deficiência visual, possibilitando transcrição automatizada de partituras de qualquer nível de complexidade para forma tátil a partir do papel. O contrário também é possível, compositores e arranjadores cegos poderão ter suas obras geradas na forma bi-modal (em Braille e em tinta).

A ferramenta é uma das iniciativas do Projeto MusiBraille, que visa democratizar o acesso dos cegos ao ensino da música e igualmente sua inclusão no mercado de trabalho.

Cursos gratuitos de capacitação para profissionais de educação musical que pretendem trabalhar com músicos e estudantes cegos serão oferecidos em todas as regiões do País, com patrocínio da Petrobras e apoio do Governo Federal e dos governos estaduais.

A primeira edição ocorreu em Brasília, estando previstas outras ao longo do ano em Recife, Belém, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Nas aulas, kits são distribuídos com 24 músicas preparadas para impressão Braille, manual de instruções do MusiBraille e exemplares dos livros “Introdução à Musicografia Braille”, de Dolores Tomé, e do caderno de exercício “Teoria Musical Braille”.

Idealizado por Dolores Tomé, professora da Escola de Música de Brasília e coordenadora das oficinas “Arte para Todos” da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, e desenvolvido por Antônio Borges, professor do Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o software está disponível para download gratuito no site: http://intervox.nce.ufrj.br/musibraille/

No mesmo site se encontra banco de partituras online, estando o espaço aberto a  compositores que queiram incluir suas obras.

A técnica de Musicografia Braille foi desenvolvida em 1828 pelo francês Louis Braille, no entanto, até hoje poucos programas a aplicam, todos eles estrangeiros e com preços elevados. Resultado de dez anos de pesquisa, o MusiBraille é o único todo em português e sem curso para os que o utilizam.

“Queremos, com este projeto, dar para pessoas cegas a oportunidade de terem as mesmas ferramentas das pessoas com visão normal, lendo partituras, escrevendo e compondo e mais do que tudo, tendo o ingresso nas Universidades, Faculdades e Conservatórios de Música com igualdade de oportunidades profissionais”, explica a coordenadora, Dolores Tomé.

O projeto foi contemplado pelo Programa Petrobras Cultural 2006/2007. Confira a seguir a agenda dos cursos de capacitação:

Serviço

Projeto Musibraille – http://intervox.nce.ufrj.br/musibraille

Inscrições para cursos de capacitação: Telefone (61) 3325-6131 ou pelo e-mail darlenelima@yahoo.com.br.

04 a 07 de agosto – Nordeste

Recife: Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco da Secretaria de Educação do Estado (Rua João Lira, sem número – Santo Amaro – PE)

02 a 04 de setembro – Norte

Belém: Universidade Federal do Pará (Avenida Conselheiro Furtado nº 2007 – Departamento de Música – Guamá – PA)

07 a 09 de outubro – Sudeste

Rio de Janeiro: Instituto Benjamim Constant – IBC (Avenida Pasteur nº 350 / 368 – Urca – RJ)

11 a 13 de novembro – Sul

Porto Alegre: Usina do Gasômetro – 4º andar, Av. João Goulart, 551 – Centro – Porto Alegre).

Mais informações, acesse o link: http://www.eco.ufrj.br/portal/news/noticias/2009/ago/noticia805.html.

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