Diversidade e Educação Quilombola – livros para download


As Comunidades Remanescentes de Quilombo são a presença e a memória viva da diáspora africana em nosso país. Sendo um espaço privilegiado para conhecer e vivenciar a história e cultura afrobrasileira, somente a partir de 2005, com a criação do Grupo de Trabalho Clóvis Moura para a realizar o Levantamento Socioeconômico, Cultural e Educacional as Comunidades Tradicionais Negras e Quilombolas do Paraná, o Estado veio a conhecer e reconhecer oficialmente essas comunidades.
Desde então a Secretaria de Estado da educação vem construindo uma Política de Educação Escolar Quilombola com o objetivo de garantir o direito a Educação Básica dessas comunidades e dar visibilidade a História e Cultura Afrobrasileira presente nessas comunidades .
Conheça mais sobre as Comunidades Quilombolas do Estado e sobre a Política de Educação Quilombola nos materiais abaixo:

Revista Terra e Cidadania: Terras e Territórios Quilombolas

Terras e Território Quilombolas faz parte da Série Terra e Cidadania do Instituto de Terras Cartografia e Geociências do Paraná. O referido material torna público o relatório do levantamento realizado pelo GT Clóvis Moura entre o período de 2005 a 2008.
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Paraná Negro

O livro Paraná Negro foi organizado pela FUNPAR (Fundação da Universidade Federal do Paraná) em parceria com o Grupo de Trabalho Clóvis Moura. O livro, que traz uma síntese das pesquisas realizadas  desde 2004 foi distribuído para todos os estabelecimentos públicos de ensino do Paraná. Esta publicação retrata os 36 quilombos já certificados pela Fundação Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, responsável pela identificação desses grupos no Brasil.
O leitor agora tem a possibilidade de passear pela história e conhecer as principais características culturais dos quilombolas paranaenses. Em todos os capítulos, os registros iconográficos apresentam o rosto desse povo guerreiro, que se encontra espalhado Paraná afora.

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Mapa  da População Negra e Comunidades Quilombolas do Paraná

Através do cruzamento dos dados do Censo IBGE-2000 e dos dados coletados sobre a localização das Comundades Quilombolas, o Instituto de Terras,   cartografia e Geociências do Paraná (ITCG) elaborou o Mapa da População Negra e Comunidades Quilombolas do Paraná. Esse é o primeiro mapa elaborado por um orgão público que aborda a presença negra e quilombola no Paraná.

Esse e outros mapas, como o da Mapa da Presença indígena no Paraná,  estão disonibilizados no link: http://www.itcg.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=47



Caderno  Temático Educação Escolar Quilombola
Esse Caderno Temático, elaborado  em  2009, traz uma sintese das ações que compõem a política de Educação Escolar Quilombola no Paraná, contendo artigos do prof.  Dr. José  Maurício  Arruti  (PUC-Rio), relatórios sobre os indíces educacionais das Comunidades Quilombolas e de formações continuadas executadas junto as escolas que atendem essas comunidades e  trecho da Proposta Pedagógica Escola Quilombola e Etnosdesenvolvimento Sustentável e Solidário.

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Proposta Pedagógica Escola Quilombola e Etnodesenvolvimento Sustentável e Solidário
A Proposta Pedagógica Escola Quilombola e Etnodesenvolvimento Sustentável e Solidário foi elaborado durante o período de 2006 a 2008, a partir de demandas que se originou na Ação Pública do Governo do Paraná para as Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira-PR,  realizada  no dia 12 de maio de 2006 na comundiades Remanescente de Quilombo João surá – Município de adrianópolis. O trabalho foi iniciado em agosto de 2006 em um diálogo com a Comunidades de João Surá, local onde foi criada a primeira escola Quilombola no Paraná . O início  desse trabalho foi realizado sob a assessoria da professora drª Maria Clareth Reis, e a finalização do texto base contou com a consultoria das professoras Drº georgina helena Lima Nunes e Ms. Giselle Moura Schnorr e do prof. Ms. lauro Cornélio da Rocha. Finalizado o documento ele foi submetido avaliação das demais comunidades quilombolas durante evento realizado em Guarapuava em outubro de 2008. O documento foi encaminhado ao Conselho Estadual  de Educação, onde foram indicadas algumas alterações para a necessidade de aprovação. A aprovação da Proposta Pedagógica Quilombola ocorreu em Janeiro de 2010 e está em fase de implementação na Colégio Estadual Quilombola Diogo Ramos – Comunidade Quilombola de João Surá e é referncia para a construção de outras escolas quilombolas criadas ou em fase de criação no Estado do Paraná.

Proposta Pedagógica Quilombola

Um Lugar, quilombo: Experiências de alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos nos Quilombos

E agora eu, palavra, palavra falada, palavra pensada,
também vos quero interpelar: porque me usam, me utilizam,
me instrumentalizam, me trocam, me blasfemam, me agridem,
me choram, me insultam e me sorriem, me apedrejam e às
vezes também me cinzelam de arte e rima, de canto e música,
sem pedirem à fonte de energia pura o meu acordo positivo?
Calane da Silva

Ao fazer a palavra falar, desde as terras de além mar, o escritor e intelectual Calane da Silva fornece elementos para refletirmos sobre os processos de alfabetização em territórios afrodescendentes. Poderíamos, a partir dessa interpelação moçambicana da palavra ser movidos a perguntar: Qual o sentido da palavra e da escrita em quilombos? Como alfabetizar nesses territórios sem restringir a potência da palavra aos limites da escrita?
Ao distinguir palavra e escrita em sociedades negro-africanas, Fábio Leite (2004, p.38) afirma: “A escrita liga-se à instrumentalização, a palavra à ação do homem [e das mulheres] e a relação social direta”. Para Leite, não foi a ausência de um desenvolvimento técnico e intelectual que impediu a adoção da escrita nessas comunidades, pois destaca que as mesmas são “plenas da mais complexa simbologia, grafada ou não”, mas a coerência com um princípio ético de otimização do humanismo na regência da vida por meio das normas ancestrais. Nessa perspectiva a “utilização [da palavra] permite a captação mais vital da realidade, do conhecimento e sua transmissão.” Assim, a palavra ação que se expressa nesses territórios está intimamente ligada a sabedoria.
Como alfabetizar então em Um lugar, quilombo? Onde a palavra é ação resistência? Onde o alfabeto das plantas e das rosas que falam, contradiz Cartola? Onde as bananas de muitos lugarejos falam sabores e saberes de cura?
Os alfabetizadores, no processo de alfabetização que se desenvolvem neste lugar, seguindo preceitos freireanos, devem educar-se a medida que educam. Alfabetizar-se a medida que alfabetizam, pois alfabetizar nesse lugar quilombola exige alfabetizar-se nas palavras silenciadas e persistentes da diáspora africana.
Alfabetizar em Um lugar, quilombo é fazer falar a palavra, não para ficar restrita a grafia escrita, mas para fortalecer o texto das “lutas” empreendidas historicamente por Análias, Domingos, Arletes, Ruis, Antônios, Joanas, Iltons, Clarindas …
Alfabetizar nestes lugares é criar barragem às barragens e ao monocultura do pinus que
impedem o fluxo da vida no ritmo do Puxirão e da Reunida. É tornar o sentido do uso da palavra equivalente ao uso da terra.
Lá a escrita não deve confundir-se com a sabedoria, mas potencializá-la, pois como recorda Amadou H. Bâ: A escrita é uma coisa, e o saber outra. A escrita é a fotografia do saber, mas não o saber em si. O saber é uma luz que existe no homem. É a herança de tudo aquilo que nossos ancestrais puderam conhecer”. Assim, ao alfabetizar em Um lugar, quilombo, o alfabeto escrito não é “precata” que dificulta a caminhada, mas tecnologia que coloca em movimento saberes ancestrais sobreviventes.

Cartografia Social e Alfabetização

O Caderno Cartografia Social e Alfabetização alia a experiência de Elaboração de Cartografia Social de Povos e Comunidades Tradicionais ao processo de alfabetização. Esse caderno foi elaborado com a participação de professoras/es de povos e comunidades tradicionais do Paraná.

Bibliografia Afrobrasileira: sugestões de leitura

Experiências étnico-culturais para a formação de professores
Autor/a: Nilma Lino Gomes e Petronilha Beatriz Gonçalves (Orgs.)
Editora/Ano: Autêntica/ 2006

Resumo: Pesquisadores nacionais e estrangeiros projetam suas interpretações sobre uma questão que está no centro das atenções de grupos de militância, estudiosos e políticos: a diversidade étnico-cultural. Dirigido de maneira especial aos professores e à sua formação, este livro é indispensável para o debate sobre a educação e os processos de busca de identidade, nos quais estarão sempre presentes as tensões, os conflitos e as negociações entre os semelhantes e os diferentes.

Bantos, Malês e identidade negra
Autor/a: Nei Braz Lopes
Editora/Ano: Autêntica/ 2006
Resumo: Este livro reúne elementos históricos sobre a formação do Brasil em seu caráter étnico, identitário e cultural e mostra ao leitor as contribuições dos Bantos nesse processo. Além disso, Nei Lopes estabelece novos parâmetros sobre a relação entre islamismo e negritude. À guisa de seu envolvimento com a resistência cultural negra no Brasil e na África, apresenta ao leitor uma face da história ignorada por grande parte dos brasileiros.

O que é racismo?
Autor/a: Joel Rufino
Editora/Ano: Brasiliense/ 1985
Resumo: “A raça negra tem comportamento psicológico instável e, por isso, não cria civilização.” Alguns tentam provar que as diferenças sociais são determinadas por fatores biológicos. Outros explicam que o racismo surgiu da necessidade de justificar à agressão. Seria verdade? Faria o racismo parte da natureza humana? Neste livro, os primeiros passos para a compreensão deste fenômeno universal, suas modalidades e suas implicações sociais.

Rediscutindo a mestiçagem no Brasil
Autor: Kabengele Munanga
Editora/Ano: Autêntica/2004
Resumo: É na luz do discurso pluralista emergente (multiculturalismo, pluriculturalismo) que a presente obra recoloca em discussão os verdadeiros fundamentos da identidade nacional brasileira, convidando estudiosos da questão para discutí-la, e melhor entender por que as chamadas minorias, que na realidade constituem maiorias silenciadas, não são capazes de construir identidades políticas verdadeiramente mobilizadoras.

Sem perder a raiz
Autora: Nilma Lino Gomes
Editora/Ano: Autentica/ 2005
Resumo: O cabelo é analisado na obra da Profa. Nilma Lino Gomes, não apenas como fazendo parte do corpo individual e biológico, mas, sobretudo, como corpo social e linguagem, como veículo de expressão e símbolo de resistência cultural. É nesta direção que ela interpreta a ação e as atividades desenvolvidas nos salões étnicos de Belo Horizonte a partir da manipulação do cabelo crespo, baseando-se nos penteados de origem étnica africana, recriados e reinterpretados como formas de expressão estética e identitária negra. A conscientização sobre as possibilidades positivas do seu cabelo oferece uma notável contribuição no processo de reabilitação do corpo negro e na reversão das representações negativas presentes no imaginário herdado de uma cultura racista.

Tirando a máscara: ensaios sobre o racismo no Brasil

Autor/a: Lynn Huntley e Antônio Sérgio Alfredo Guimarães (Org.)
Editora/Ano: Paz e Terra/ 2000
Resumo: Passados 112 anos da emancipação formal dos negros brasileiros, o Estado ainda não foi capaz de garantir a completa igualdade de oportunidades e de tratamento para todos os segmentos da sociedade. Ainda que, do ponto de vista discursivo e formal, negros e brancos sejam iguais e que fatores tais como as relações pessoais, a riqueza e o prestígio social sejam mais valorizados no Brasil, a verdade é que a ‘raça’ continua a determinar o destino pessoal de milhões de brasileiros. Não importa repetir que ‘a cor é apenas aparência’ e que formamos todos a mesma raça humana se continuamos a negar e a encarar sem seriedade as práticas cotidianas e as estruturas que reproduzem as desigualdades entre brancos e negros. Isso é o que nos ensina este livro, que se chama ‘Tirando a Máscara’, como a lembrar que as igualdades formais podem muito bem esconder e perpetuar a desigualdade mais iníqua, por meio da ausência contínua de lutas pela implantação dos direitos humanos.

Sugestões de leituras.pdf

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Um pensamento sobre “Diversidade e Educação Quilombola – livros para download

  1. Boa noite! Estou à procura de mais autores que falem à respeito educação quilombola, estou fazendo meu tcc “educação quilombola”
    Se puderem ajudar-me agradecerei obrigada!

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