Condição colonial: racismo e “branquitude” na sociedade brasileira

05 de fevereiro de 2015, Por José Tadeu Arantes

Agência FAPESP – O racismo é crime no Brasil, previsto pela Constituição Federal, nos termos do Artigo 5º, Inciso XLII. “A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”, diz o texto. No entanto, ao longo do ano passado, manifestações abertas de racismo multiplicaram-se nas redes sociais e nos espaços públicos, pondo em xeque a cômoda ideia da “democracia racial” brasileira. Esse racismo estava encoberto e veio à superfície? Ou foi acirrado recentemente?

Perguntas como essas preenchem o dia a dia de Lia Vainer Schucman, doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) que atualmente conclui um pós-doutorado com a pesquisa “Famílias inter-raciais: estudo psicossocial das hierarquias raciais em dinâmicas familiares”, apoiada pela FAPESP.

Também com o suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, sua tese de doutorado foi recentemente publicada em livro, com o título Entre o encardido, o branco e o branquíssimo: branquitude, hierarquia e poder na cidade de São Paulo. [*]

Descendente de família judaica, Schucman ouviu muitos relatos de perseguições movidas pelo racismo. “Fui socializada em um lar em que qualquer forma de preconceito e discriminação era totalmente intolerável e automaticamente associada aos horrores passados pela minha família na Segunda Guerra Mundial”, escreveu.

Algumas linhas adiante, porém, reconheceu que essa formação não a eximiu de um racismo mais sutil, que, de seu ponto de vista, perpassa a sociedade inteira: “Nosso racismo nunca impediu que convivêssemos com negros ou que tivéssemos relações de amizade e/ou amorosas com eles. No entanto, muitas vezes essas eram relações em que os brancos se sentiam quase como fazendo caridade ou favor de se relacionarem com os negros”. Schucman concedeu a seguinte entrevista à Agência FAPESP.

 

Agência FAPESP – Parece haver atualmente um recrudescimento de expressões do racismo. Esse racismo estava reprimido ou está sendo acirrado? 
Lia Vainer Schucman – É o chamado “medo branco”. Falo disso em um capítulo do livro. Enquanto os negros se encontravam em uma posição subalterna, o racismo existia, mas não assumia formas tão ostensivas, porque os negros não disputavam com os brancos o acesso aos bens públicos e a outras posições na sociedade – coisas que os brancos consideravam suas por merecimento. Porém, quando as lutas dos movimentos sociais negros produziram certas conquistas, alguns brancos passaram a se sentir ameaçados. Isso foi claramente perceptível nas entrevistas que fiz. Era comum, por exemplo, os entrevistados brancos considerarem as cotas para negros nas universidades como privilégios. Mas não lhes ocorria pensar que o lugar que antes ocupavam com exclusividade fosse um privilégio. Havia uma ideia embutida de merecimento. No meu livro, há a foto de uma escola do bairro do Limão, em São Paulo, com a pichação “Vamos cuidar de nossas crianças brancas” em um muro. Isso foi motivado pelo fato de a escola ter decidido fazer, naquele ano, uma festa junina com motivos negros, motivos de origem africana. E alguns pais se revoltaram com isso, sem levar em conta que o currículo oficial, adotado como se fosse um currículo genericamente humano, é, na verdade, pautado pela história e por valores europeus, valores que expressam a supremacia branca. Essa pichação, que expressa um ponto de vista racista, foi uma reação à conquista dos negros, no sentido de terem sua história e suas realizações reconhecidas.

 

Agência FAPESP – A mudança de mentalidade é um processo muito mais longo e difícil do que a conquista de direitos e a adoção de políticas públicas afirmativas?
Schucman – Sim. Parte do meu doutoramento foi feita nos Estados Unidos, na Universidade da Califórnia. Lá, recebi a orientação da afro-americana France Winddance Twine, que fez uma pesquisa com brancos que interagiam com negros no dia a dia, procurando entender como esses brancos se relacionavam com sua branquitude. Ela formulou o conceito de racial literacy, que eu traduzi, em meu livro, por “letramento racial”. O letramento racial é uma forma de responder individualmente às tensões raciais. Ao lado de respostas coletivas, na forma de cotas e políticas públicas, ele busca reeducar o indivíduo em uma perspectiva antirracista. A ideia subjacente é a de que quase todo branco é racista, mesmo que não queira, porque o racismo é um dado estrutural de nossa formação social. Por exemplo, um jovem estuda arquitetura em uma das melhores universidades brasileiras e, depois de formado, projeta um banheiro de empregada com o chuveiro em cima do vaso sanitário. Ele não gostaria de usar um banheiro desses. Mas projeta esse banheiro para a empregada como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Veja, ele não está aderindo à ideologia escravista ao fazer isso. Ele está simplesmente reproduzindo um racismo de fundo que perpassa todo o nosso sistema educacional e toda a nossa cultura. Então, se ser racista é um aprendizado, se nós aprendemos desde cedo a ser racistas em nossa sociedade, o letramento racial é a proposta de um desaprendizado.

 

Agência FAPESP – E como o letramento racial funciona? 
Schucman – É um conjunto de práticas, baseado em cinco fundamentos. O primeiro é o reconhecimento da branquitude. Ou seja, o indivíduo reconhece que a condição de branco lhe confere privilégios. O segundo é o entendimento de que o racismo é um problema atual e não apenas um legado histórico. Esse legado histórico se legitima e se reproduz todos os dias e, se o indivíduo não for vigilante, ele acabará contribuindo para essa legitimação e reprodução. É o mesmo que acontece em relação ao machismo. Seja homem ou mulher, se a pessoa não for vigilante, ela acabará contribuindo para a legitimação e reprodução do machismo. O terceiro é o entendimento de que as identidades raciais são aprendidas. Elas são o resultado de práticas sociais. O quarto é tomar posse de uma gramática e de um vocabulário racial. No Brasil, evitamos chamar o negro de negro. Como se isso fosse um xingamento e como se evitar essa palavra pudesse esconder o racismo. Para combatê-lo, temos de ser capazes de falar de raça abertamente, sem subterfúgios. O quinto é a capacidade de interpretar os códigos e práticas “racializadas”. Isso significa perceber quando algo é uma expressão de racismo e não tentar camuflar, dizendo que foi um mal-entendido. É o caso daquele casal branco do Rio de Janeiro que foi comprar um carro levando junto o filho negro adotado. E o vendedor enxotou a criança, que considerou um “menino de rua”. Depois, o vendedor ou alguém da loja tentou se desculpar, dizendo que havia sido um mal-entendido. Não, não foi um mal-entendido. Foi uma expressão pura e simples de racismo.

 

Agência FAPESP – Esses cinco fundamentos permitiriam construir uma individualidade antirracista? 
Schucman – Sim. É semelhante a uma alfabetização. Daí a palavra letramento. Foi essa perspectiva de uma alfabetização antirracista que me fez eleger, como tema do pós-doutoramento, as famílias inter-raciais. Porque o racismo da sociedade se reproduz de várias maneiras dentro das famílias, inclusive das famílias inter-raciais.

 

Agência FAPESP – Dê um exemplo. 
Schucman – Em uma família inter-racial, é comum que o filho de pele mais clara seja beneficiado com a possibilidade de estudar, enquanto seus irmãos de pele mais escura apenas trabalham. Os pais acham que o mais claro terá melhores oportunidades, então investem em sua educação, mesmo que não possam dar a mesma condição para os outros filhos. Há toda uma hierarquia na sociedade que se reproduz no interior das famílias, em brancos e negros. A sociedade constrói significados sobre as coisas, e as pessoas, de uma maneira ou de outra, introjetam esses significados.

 

Agência FAPESP – No seu livro, você se coloca dentro da pesquisa, não vendo o tema de fora, com uma pretensa objetividade, mas questionando o seu próprio ponto de vista. Como escolheu e desenvolveu o tema? 
Schucman – Quando iniciei meu doutoramento, em 2008, a ideia era pesquisar o racismo. Eu queria entender, do ponto de vista psicológico, como o negro introjetava o racismo. Mas, ao cursar disciplinas da pós-graduação na USP, alguns colegas, militantes dos movimentos negros, me disseram que estava na hora de “olhar outras coisas”. O que eles estavam afirmando era que o negro constituía sempre o tema do pesquisador branco, como se o negro fosse objeto e não sujeito, e como se o negro fosse sempre o “outro”. Eles me fizeram perceber que, ao estudar o negro, ao estudar o indígena, o que o pesquisador branco faz é, mais uma vez, produzir o “outro”. Decidi, então, colocar o branco em questão.

 

Agência FAPESP – De que maneira sua pesquisa evoluiu a partir daí? 
Schucman – Comecei com um estudo mais teórico dos conceitos de raça, construídos no século XIX. Um desses conceitos trazia a ideia de que o fenótipo determinava todo um modo de ser: moral, intelectual, estético, civilizatório. Então, peguei essas quatro variáveis – moral, intelectual, estética e civilizatória – e busquei perceber como elas apareciam na fala das pessoas brancas. Ou seja, como essa ideia de raça, construída no século XIX, continuava operando na construção das identidades. E constatei que elas apareciam na fala dos sujeitos o tempo todo. Por exemplo, entrevistei um vigilante noturno branco e perguntei a ele: “O que é ser branco, para você?” E ele respondeu: “Para mim, isso tem a ver com atitude. Eu sou trabalhador, eu vivo bem”. Essa ideia fictícia, da superioridade branca, está quase sempre presente na fala dos entrevistados.

 

Agência FAPESP – Quando você se aproximou do tema? 
Schucman – Na graduação, obtive bolsa de iniciação científica para estudar preconceito e estereótipo. Eu já tinha uma herança familiar nesse sentido, porque minha avó materna é judia, sobrevivente de campo de concentração, uma pessoa de esquerda. Na casa dela, há vários retratos de parentes mortos em campo de concentração. Então, o antirracismo, a consciência daquilo que o racismo é capaz de fazer, sempre foi algo muito presente na minha formação. Fiz o mestrado com um estudo sobre identidade judaica. E o que mais me marcou foi entrevistar pessoas que não seguiam a religião, não tinham nada a ver com o judaísmo, mas não conseguiam deixar de ser judias. Eu perguntava: “Mas por que você não consegue deixar de ser judeu?”. E a resposta era: “Porque os outros me veem como judeu”. A questão do olhar do outro ou de como o olhar produz o “outro” tornou-se um subtema bem forte em minha pesquisa. E continuou sendo.

 

Agência FAPESP – Você o retomou e desenvolveu no doutorado? 
Schucman – Sim. Percebi que só é possível o branco se enxergar como branco, isto é, ter uma noção dos privilégios que o fato de ser branco lhe proporciona, quando ele convive com os negros. Percebi, na convivência com meus colegas de pós-graduação negros, que, se eu comparecesse a alguma reunião dos movimentos sociais negros e me pronunciasse contra o racismo, até nisso eu teria privilégio, pois o fato de ser branca e antirracista me dava um status especial. Meus colegas eram muito críticos e até isso eles me apontavam.

 

Agência FAPESP – Como você lidou com isso? 
Schucman – Eu procurava não ser reativa. Mesmo que, às vezes, a crítica fosse pesada e até mesmo agressiva, eu tentava entender e assimilar. Tinha uma abertura muito grande. Além disso, sempre tive uma ideia muito clara sobre o meu papel: se sou branca e estou trabalhando ou me aproximando do movimento negro, não posso pretender ser protagonista. O protagonismo é negro. O meu papel é estar junto; não pretender estar à frente. Esta é uma consideração muito clara para mim, que continua orientando minha participação.

 

Agência FAPESP – Você fez muitas entrevistas qualitativas, levantando trajetórias de vidas das pessoas. Lembra-se de alguma especialmente marcante? 
Schucman – Entrevistei desde “quatrocentões” que ainda vivem da renda de suas fazendas, isto é, que ainda vivem do que seus antepassados ganharam com a escravidão, até mendigos da Praça da Sé. Ao entrevistar pessoas tão diferentes, mas todas brancas, minha intenção era saber se havia uma característica própria da branquitude, algo capaz de perpassar as classes sociais. Um mendigo de rua me disse algo muito forte. Quando perguntei “O que é ser branco, para você?”, ele me respondeu: “Eu posso entrar no banheiro do shopping e meu colega preto não”. Isso foi muito impactante: na extrema pobreza, a condição de ser branco ainda lhe dava um privilégio. Outra entrevista marcante foi com uma “quatrocentona”, porque os valores dela eram muito diferentes daqueles do imigrante, mesmo do imigrante rico.

 

Agência FAPESP – Quais eram as diferenças? 
Schucman – Os imigrantes desfrutaram de vários privilégios no Brasil, porque a imigração foi incentivada e patrocinada pelo governo. E a entrada de imigrantes brancos estava em sintonia com uma política de “embranquecimento” do país. Mas, para ascenderem econômica e socialmente, os imigrantes foram, de fato, muito trabalhadores. Isso ficou marcado em sua autoimagem. Claro que há exceções, mas, regra geral, o imigrante considera que conseguiu subir na vida devido ao seu mérito. A ideia do mérito é muito forte para ele. Porém, ele não consegue perceber que, ao lado do mérito, sua ascensão também foi favorecida pelo privilégio da branquitude. Porque o negro também está trabalhando há séculos no Brasil e não conseguiu ascender da mesma forma. Então, no caso dos imigrantes, a branquitude fica camuflada na autoimagem. No caso dos quatrocentões não. Eles têm perfeita consciência de seus privilégios, porque nunca trabalharam. A ideia forte, neste caso, é a de herança. E, se podem desfrutar de uma herança, foi porque os escravos negros trabalharam para seus antepassados. Então a ideia de ser branco e dos privilégios que isso traz está muito presente em sua visão de si mesmos.

 

Agência FAPESP – Há alguma peculiaridade que você poderia destacar em seu processo de pesquisa?
Schucman – Uma peculiaridade é que não separo o que poderia ser chamado de “trabalho de campo” daquilo que vivo no dia a dia. Na tese de doutorado, incluí muitas falas informais, de pessoas com as quais eu interagia. Foi o caso de uma que, quando soube que eu pesquisava brancos, afirmou: “Que bom! Porque agora só se fala de negros”. Durante quatro anos, eu registrei entrevistas e conversas do dia a dia. Eu ficava o tempo todo registrando. Eu só pensava nisso.

 

Agência FAPESP – Isso a afetou pessoalmente? 
Schucman – Quando se começa a pensar insistentemente nestas coisas, você vai ficando muito irritada. Já não consegue conviver com a cidade. Porque a cidade de São Paulo tem uma geografia da raça: há lugares que só têm brancos. Quando entrava em um lugar desses, eu começava a me sentir mal. Eu me sentia colaborando com o apartheid da nossa sociedade.

Agência FAPESP – Como você aborda a questão das cotas raciais? 
Schucman – Na maioria dos casos, a oposição às cotas não decorre de nenhum critério racional. Tive a demonstração disso em minha pesquisa. Quando perguntei “você acha que tem privilégios pelo fato de ser branco (ou branca)?”, meus 40 entrevistados responderam que sim. Uma empregada doméstica disse: “Minha patroa é preconceituosa. Se eu fosse negra, não teria este emprego”. Um jovem falou: “O pai da minha namorada é racista. Talvez eu não pudesse namorar com a filha dele se fosse negro”. E por aí foi. Imediatamente em seguida, perguntei: “Você é a favor das cotas?” Dos 40 entrevistados, 37 responderam: “Não. Somos todos iguais”. Esses 37 tinham acabado de dizer que possuíam privilégios. E, agora, negavam as cotas, com o argumento de que elas privilegiavam os negros. É um posicionamento totalmente irracional. Por isso, eu uso a expressão “medo branco”. E é um discurso fragmentado. Só um discurso fragmentado pode acomodar o fato de a pessoa admitir que tem privilégios e, em seguida, dizer que todos somos iguais.

 

Agência FAPESP – Qual é o foco de sua pesquisa atual, com famílias inter-raciais? 
Schucman – Tento entender como os afetos podem legitimar o racismo e como podem também ajudar a desconstruí-lo. A partir de uma enquete mais ampla, em que entrevistei todos os membros de várias famílias, escolhi algumas famílias, com as quais estou fazendo um trabalho quase etnográfico há cerca de um ano. Vou dar um exemplo. Em uma dessas famílias, o pai é negro e afirma que não existe racismo no Brasil. Quando ele está presente, todos os membros da família parecem concordar com seu ponto de vista. Mas, se ele sai da sala por algum motivo, as pessoas aproveitam para dizer o que não têm coragem de falar em sua presença. A filha, que é branca, disse que, por várias vezes, viu seu pai ser discriminado por racismo. Acredito que, para ele, seja muito difícil admitir isso. Há todo um jogo de ambivalências, que eu tento interpretar.

 

Entre o encardido, o branco e o branquíssimo: branquitude, hierarquia e poder na cidade de São Paulo | Autora: Lia Vainer Schucman | Editora: Annablume | Lançamento: 2014 | Páginas: 194 | Preço: R$ 41,00 (R$ 30,75 na loja virtual)

 

Nota explicativa: [*] A palavra “branquitude”, que a pesquisadora utiliza criticamente em seu livro, não está dicionarizada. É um neologismo empregado em contraposição a negritude. O conceito de negritude foi forjado durante a luta anticolonialista dos povos africanos, no século XX, e utilizado, principalmente pelo poeta e político senegalês Léopold Sédar Senghor (1906 – 2001), para resgatar e exaltar as culturas, tradições e características identitárias da África, que haviam sido subjugadas pelo colonialismo. Já o conceito de branquitude, sem ser identificado por esse nome, começou a ser construído durante a expansão colonial europeia, a partir dos séculos XVI e XVII, mas principalmente no século XIX, para justificar ideologicamente a dominação, pelos europeus, das populações ancestrais da América, da África, da Ásia e da Oceania. Nesse processo, a identidade “branca”, definida pela cor da pele e outros traços fenotípicos, foi estabelecida como norma e padrão humano, sendo os outros grupos apresentados como marginais, desviantes ou inferiores.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/racismo_e_branquitude_na_sociedade_brasileira/20628/

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A INFORMAÇÃO COMO “QUESTÃO INEXORÁVEL”

Entre os dias 23 e 26 de outubro de 2011, aconteceu o XII Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação – XII ENANCIB 2011, na Universidade de Brasília (UnB, DF), cujo tema foi: “Políticas de Informação para a Sociedade”. Na ocasião, apresentamos o trabalho intitulado INFOEDUCAÇÃO QUILOMBOLA: UMA PERSPECTIVA DE DIÁLOGO ENTRE SABERES”. Disponível em http://estacaomemoriacamburi.files.wordpress.com/2012/02/sdc13111.jpg

Nos intervalos de apresentação de trabalho, o editor da http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/ – Edison Santos – conversou muito sobre Informação, Filosofia, Epistemologia e textos de Mário Ferreira dos Santos, com o jovem pesquisador Robson Ashtoffen e o professor Marcos Mucheroni; ambos trabalham em parceria no Núcleo de Pesquisa em Produção Científica (NPC), do Departamento de Biblioteconomia e Documentação (CBD), o Projeto O Pensamento Vivo da Informação que trata do atual e complexo tema da Informação.

Segundo o amigo e pesquisador, Robson Ashtoffen, que entrevistou o Prof. Dr. Rafael Capurro, fundador e diretor do Informational Center for Information Ethics, a Informação deve ser pensada como uma questão, sobretudo, quando é absorvida como o foco principal das mudanças sociais e de múltiplas visões atualmente, no Brasil e no mundo. Ashtoffen vem pesquisando e construindo uma forma teórica e prática sobre o tema Informação na sociedade, a partir de uma visão ontológica, que corresponde ao acesso e a conseguinte possibilidade de transformação social, pensando-se no “quem” e não no “que”. O projeto da série Pensamento Vivo da Informação se deu na oportunidade em que o pesquisador viajou para Portugal, onde permaneceu por um semestre, ao longo do qual pode entrar em contato com professores europeus e desenvolver entrevistas, cujos resultados podem ser conferidos nos links abaixo:

http://www.youtube.com/playlist?list=PLgXB4DCDYuTCaa7b9ODnxQy6OgeuiO5hS

http://www.youtube.com/playlist?list=PLgXB4DCDYuTC9I1ZWWLoQyCGp8hHX4naF

http://www.youtube.com/playlist?list=PL0AB36714A436CDF6&feature=view_all

http://www.youtube.com/playlist?list=PLgXB4DCDYuTDQOzcnEI70p0VdPka0l2oG

O intuito final do trabalho é constituir um corpus para análise da complexidade do termo Informação e sua complexidade como conceito, “todavia, inexorável para o nosso tempo”.

Fonte: http://www3.eca.usp.br/noticias/ex-aluno-da-eca-desenvolve-pesquisa-sobre-informa-o

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 12.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 20 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

ENANCIB no RJ: Inovação e inclusão social: questões contemporâneas da informação, 25 a 28 de outubro

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido através do convênio entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) do Ministério da Ciência e Tecnologia  (MCT) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é o anfitrião do XI ENANCIB – Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação – a ser realizado no Rio de Janeiro de 25 a 28 de outubro de 2010 – ano da celebração dos 40 anos de existência do PPGCI/IBICT.

Local: Rio de Janeiro, RJ – 25 a 28 Outubro 2010

O tema do XI ENANCIB, “Inovação e inclusão social: questões contemporâneas da informação”, procura refletir uma preocupação atual dos programas da área.

Este tema é relevante por usar dois pólos importantes sobre os quais transitam as atividades da área Ciência da Informação, no momento. Inovação e Inclusão Social são hoje fatores chave para a prosperidade de países, regiões e organizações. O tema é estratégico em várias áreas do conhecimento, desdobrando-se em múltiplos aspectos: tecnológicos, gerenciais, mas também sociais e políticos.  Entendida como um processo, a Inovação se desenvolve por meio da geração de conhecimentos, o que suscita questões muito próximas à Ciência da Informação, como a aprendizagem, os processos de interação entre os atores, as redes de informação, organização da informação, as políticas de inovação, para citar apenas algumas.

A finalidade de juntar esses dois aspectos é a de atualizar e inovar na área da informação trazendo para o cerne da discussão a problemática de reunir os avanços técnicos e a vontade de inovar na área da informação. Lançando a problemática de reunir os avanços técnicos e a vontade de inovar nos métodos de acesso, recuperação e disseminação, criando novos instrumentos e canais de comunicação, deve-se aproveitar os aspectos inovadores da tecnologia e fazer seu repasse com a preocupação de transferir tecnologia da informação. Esse processo permitirá acelerar as modalidades de absorção de novos conceitos, evidenciando um movimento inovador. Por outro lado, criando pólos de atração para o processo informativo e dando ênfase especial ao problema de inclusão social, se cria um tripé essencial para expandir a área de influência e a transparência do processo educativo e da transferência de conhecimento, desde os mais primários esquemas até ao incentivo a retirada do bloqueio do problema de comunicação pela Internet e a aquisição de conhecimento de fácil acesso como instrumento essencial à inclusão social através de programas novos e inovadores. A preocupação de fazer chegar a todos o acesso a Internet, com conhecimento do manejo desse instrumento, permitirá alcançar a cidadania e a igualdade de acesso à informação.

Considerando os enormes desafios que as questões contemporâneas provocam, o XI ENANCIB 2010 tem como objetivo estimular a produção científica da Ciência da Informação nos temas da Inovação e da Inclusão Social.

GRUPOS DE TRABALHO

GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação

Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação. Constituição do campo científico e questões epistemológicas e históricas da Ciência da informação e seu objeto de estudo – a informação. Reflexões e discussões sobre a disciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, assim como a construção do conhecimento na área. Coordenadora:Prof. Dra. Lena Vania Ribeiro Pinheiro (IBICT)

GT 2: Organização e Representação do Conhecimento

Teorias, metodologias e práticas relacionadas à organização e preservação de documentos e da informação, enquanto conhecimento registrado e socializado, em ambiências informacionais tais como: arquivos, museus, bibliotecas e congêneres. Compreende, também, os estudos relacionados aos processos, produtos e instrumentos de representação do conhecimento (aqui incluindo o uso das tecnologias da informação) e as relações inter e transdisciplinares neles verificadas, além de aspectos relacionados às políticas de organização e preservação da memória institucional. Coordenadora:Profa. Dra. Maria Luiza de Almeida Campos (UFF)

GT 3: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação

Estudo dos processos e das relações entre mediação, circulação e apropriação de informações, em diferentes contextos e tempos históricos, considerados em sua complexidade, dinamismo e abrangência,bem como relacionados à construção e ao avanço do campo científico da Ciência da Informação, compreendido em dimensões inter e transdisciplinares, envolvendo múltiplos saberes e temáticas, bem com contribuições teórico-metodológicas diversificadas em sua constituição. Coordenador: Prof. Dr. Edmir Perrotti (USP)

GT 4: Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações

Gestão da informação, de sistemas, de unidades, de serviços, de produtos e de recursos informacionais. Estudos de fluxos, processos e uso da informação na perspectiva da gestão. Metodologias de estudos de usuários. Monitoramento ambiental e inteligência competitiva no contexto da Ciência da Informação. Redes organizacionais: estudo, análise e avaliação para a gestão. Gestão do conhecimento e aprendizagem organizacional no contexto da Ciência da Informação. Tecnologias de Informação e comunicação aplicadas à gestão. Coordenador: Prof. Dra. Marta Lígia Pomim Valentim (UNESP)

GT 5: Política e Economia da Informação

Políticas de informação e suas expressões em diferentes campos. Sociedade da informação. Informação, Estado e governo. Propriedade intelectual. Acesso à informação. Economia política da informação e da comunicação; produção colaborativa. Informação, conhecimento e inovação. Inclusão informacional e inclusão digital. Coordenadora: Prof. Dra. Sarita Albagli (IBICT)

GT 6: Informação, Educação e Trabalho

Campo de trabalho informacional: atores, cenários, competências e habilidades requeridas. Organização, processos e relações de trabalho em unidades de informação. Sociedade do Conhecimento, tecnologia e trabalho. Saúde, mercado de trabalho e ética nas profissões da informação. Perfis de educação no campo informacional. Formação profissional: limites, campos disciplinares envolvidos, paradigmas educacionais predominantes e estudo comparado de modelos curriculares. O trabalho informacional como campo de pesquisas: abordagens e metodologias. Coordenadora: Profa. Dra. Helena Maria Tarchi Crivellari (UFMG)

GT 7: Produção e Comunicação da Informação em CT&I

Medição, mapeamento, diagnóstico e avaliação da informação nos processos de produção, armazenamento, comunicação e uso, em ciência, tecnologia e inovação.  Inclui análises e desenvolvimento de métodos e técnicas tais como bibliometria, cientometria, informetria, webometria, análise de rede e outros, assim como indicadores em CT&I. Coordenadora: Profa. Dra. Sônia Elisa Caregnato (UFRGS)

GT 8: Informação e Tecnologia

Estudos e pesquisas teórico-práticos sobre e para o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação que envolvam os processos de geração, representação, armazenamento, recuperação, disseminação, uso, gestão, segurança e preservação da informação em ambientes digitais. Coordenadora: Profa. Dra. Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti (UNESP)

GT 9: Museu, Patrimônio e Informação

Análise das relações entre o Museu (fenômeno cultural), o Patrimônio (valor simbólico) e a Informação (processo), sob múltiplas perspectivas teóricas e práticas de análise. Museu, patrimônio e informação:  interações e representações. Patrimônio musealizado: aspectos informacionais e comunicacionais. Coordenadora: Prof. Dra. Diana Farjala Correia Lima (UNIRIO)

GT 10: Informação e Memória

Estudos sobre a relação entre os campos de conhecimento da Ciência da Informação e da Memória Social. Pesquisas transdisciplinares que envolvem conceitos, teorias e práticas do binômio ‘informação e memória’. Memória coletiva, coleções e colecionismo, discurso e memória. Representações sociais e conhecimento. Articulação entre arte, cultura, tecnologia, informação e memória, através de seus referenciais, na contemporaneidade. Preservação e virtualização da memória social. Coordenadora: Vera Dodebei (UNIRIO)

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Fórum: Informação em Saúde: pesquisas, realizações e perspectivas

Discussões em torno da criação, brevemente, de um novo grupo, para cobrir a parte referente à Informação em Saúde, que devido às ações do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e a criação do Curso de Pós Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS) trará novos mestrandos e doutorandos para juntar-se ao Grupo da ANCIB na elaboração de pesquisas nessa área. Será a primeira tentativa de discutir a área de informação e saúde e de fazer projetos para a criação desse Grupo Temático da ANCIB. Esse Fórum, que se reunirá pela primeira vez sob a Coordenação conjunta do IBICT e da FIOCRUZ discutirá o interesse desse Tema entre os sócios da Associação, e a possibilidade de ampliar o raio de ação das pesquisas tratadas nessa área.

PROGRAMAÇÃO

25 de Outubro – Segunda-Feira

Local: UNIRIO

9h00-12h00 – Credenciamento

9h00-12h00 – Fórum dos Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação e áreas afins  (restrita)

9h00-12h00 – Fórum dos Coordenadores de GT  (restrita)

12h00-14h00 – Almoço

Local: CPRM

14h00 – Abertura

Prof. Dr. Emir José Suaiden, Diretor Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)

Prof. Dr. Paulo Gadelha, Presidente Fundação Oswaldo Cruz, Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS)

Prof. Dr. Luiz Cleber Gak – Decano, Centro de Ciências Humanas (CCH) / Cursos de Graduação em Biblioteconomia, Museologia e Arquivologia da UNIRIO

Profª Dra. Araceli Cristina de Sousa Ferreira – Diretora Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da UFRJ, Curso de Biblioteconomia e Gestão das Unidades de Informação

Profª Dra. Joana Coeli Ribeiro Garcia – Presidente Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB)

Profª Dra. Célia Ribeiro Zaher, Coordenadora Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Convênio IBICT/UFRJ

15h00 – Conferência “Inovação e Inclusão Social”, Professor Dr. Emir Suaiden – Diretor do IBICT

16h45 – Intervalo

17h00 – Conferência NICHOLAS BELKIN, Rutgers University.

18h45 – Homenagem aos 40 Anos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do IBICT – Profª Dra. Rosali Fernandez de Souza

19h00 – Coquetel (Saguão do CPRM)

26 de Outubro – Terça feira

Local: UNIRIO

9h00-12h00 – Apresentação de trabalhos nos GTs

GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação

GT 2: Organização e Representação do Conhecimento

GT 3: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação

GT 4: Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações

GT 5: Política e Economia da Informação

GT 6: Informação, Educação e Trabalho

GT 7: Produção e Comunicação da Informação em CT&I

GT 8: Informação e Tecnologia

GT 9: Museu, Patrimônio e Informação

GT10: Informação e Memória

Exposição de Pôsteres

Fórum: Informação em Saúde: pesquisas, realizações e perspectivas

12h00-14h00 – Almoço

13h00-18h00 – Apresentação de trabalhos nos GTs

GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação

GT 2: Organização e Representação do Conhecimento

GT 3: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação

GT 4: Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações

GT 5: Política e Economia da Informação

GT 6: Informação, Educação e Trabalho

GT 7: Produção e Comunicação da Informação em CT&I

GT 8: Informação e Tecnologia

GT 9: Museu, Patrimônio e Informação

GT10: Informação e Memória

Exposição de Pôsteres

Fórum: Informação em Saúde: pesquisas, realizações e perspectivas

18h30-20h30: Reunião conjunta dos Coordenadores de GT e Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação e áreas afins CAPES e CNPq (restrita)

27 de Outubro – Quarta Feira

Local: UNIRIO

9h00-12h00 – Apresentação de trabalhos nos GTs

GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação

GT 2: Organização e Representação do Conhecimento

GT 3: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação

GT 4: Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações

GT 5: Política e Economia da Informação

GT 6: Informação, Educação e Trabalho

GT 7: Produção e Comunicação da Informação em CT&I

GT 8: Informação e Tecnologia

GT 9: Museu, Patrimônio e Informação

GT10: Informação e Memória

Exposição de Pôsteres

Fórum: Informação em Saúde: pesquisas, realizações e perspectivas

12h00-14h00 – Almoço

14h00-18h00 – Apresentação de trabalhos nos GTs

GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação

GT 2: Organização e Representação do Conhecimento

GT 3: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação

GT 4: Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações

GT 5: Política e Economia da Informação

GT 6: Informação, Educação e Trabalho

GT 7: Produção e Comunicação da Informação em CT&I

GT 8: Informação e Tecnologia

GT 9: Museu, Patrimônio e Informação

GT10: Informação e Memória

Exposição de Pôsteres

Fórum: Informação em Saúde: pesquisas, realizações e perspectivas

28 de Outubro – Quinta Feira

Local: UNIRIO

09h00-12h00 – Apresentação de trabalhos nos GTs

GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação

GT 2: Organização e Representação do Conhecimento

GT 3: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação

GT 4: Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações

GT 5: Política e Economia da Informação

GT 6: Informação, Educação e Trabalho

GT 7: Produção e Comunicação da Informação em CT&I

GT 8: Informação e Tecnologia

GT 9: Museu, Patrimônio e Informação

GT10: Informação e Memória

Exposição de Pôsteres

12h00-14h00 – Almoço

Local: CPRM

13h00-14h00 – Reunião dos Coordenadores de Grupos de Trabalho (restrita)

14h00-18h00 – Assembléia Geral da ANCIB

Prêmio ANCIB

Eleição da nova Diretoria da ANCIB

Relatório Geral do XI ENANCIB

18h00 – Encerramento e anúncio do local do XII ENANCIB

Fonte: http://congresso.ibict.br/index.php/enancib/xienancib/schedConf/program