Imaginário e Literatura: livros que valorizam a cultura brasileira e africana

Conheça mais sobre essa cultura tão presente no nosso imaginário

 

Literaturas que valorizam a diversidade étnica e cultural afro-brasileira e africana são uma ótima alternativa para abordar os conteúdos exigidos pela lei 10.639, que obriga o ensino da “História e Cultura afro-brasileira e africana” nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil.

Veja 14 dicas de livros recomendados para pais, filhos e professores sobre o tema. Confira também o índice de autores negros do Literafro, portal de estudos de literatura afro-brasileira da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Menina Bonita do Laço de Fita – Ana Maria Machado
A autora coloca em cena, através da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra, alguns assuntos muito debatidos nos dias de hoje, como a auto-estima das crianças negras e a igualdade racial.
2. Luana, A Menina Que Viu O Brasil Neném – Oswaldo Faustino, Arthur Garcia e Aroldo Macedo
O livro conta a história de Luana, uma menina de 8 anos que adora lutar capoeira, e a historia do descobrimento do Brasil. Ao lado de seu berimbau mágico, ela leva o leitor a outras épocas e lugares e mostra o quão rica é a cultura brasileira, além da importância das diferentes etnias existentes por aqui.
3. O Menino Marrom – Ziraldo
O Menino Marrom conta a historia da amizade entre dois meninos, um negro e um branco. Através da convivência aventureira dessas crianças ao longo de suas vidas, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos.
4. Lendas da África – Júlio Emílio Brás
O livro mostra fábulas tipicamente africanas para leitores de todo mundo. Nas histórias, o autor mostra um pouco do folclore africano, além de passar valores do “tempo em que os animais ainda falavam” para as crianças.
5. Terra Sonâmbula – Mia Couto
Primeiro livro do autor africano, Terra Sonâmbula foi considerado um dos doze melhores romances do continente no século 20. Numa estória emocionante sobre o encontro de um menino sem memória e um velhinho meio perdido pelo mundo, Mia Couto mistura símbolos tradicionais da cultura e da história moçambicana.
6. Meu avô um escriba – Oscar Guelli
A história se passa na África, mais precisamente no Egito. O pequeno Tatu é neto de um escriba. A convivência com o avô permitirá ao menino aprender cálculos, a ter contato com tradições mais antigas de seu país e a se preparar para também ser um escriba um dia.
7. O Cabelo de Lelê – Valéria Belém
Lelê é uma linda menininha negra, que não gosta do seu cabelo cheio de cachinhos. Um dia, através de um fantástico livro, começa a entender melhor a origem de seu cabelo e, assim, passa a valorizar o seu tipo de beleza.
8. A varanda Do Frangipani – Mia Couto
O romance policial moçambicano é marcado por palavras criadas pelo próprio autor, nascido no país onde se passa a trama. A história conta sobre o violento colonialismo em Moçambique e a superação do país a partir dessa cicatriz histórica.
9. Bia na África – Ricardo Dregher
O livro é parte da coleção “Viagens de Bia”. Nessa estória, Bia viaja por diferentes países da África, como Egito, Quênia e Angola. Na aventura, a garotinha conhece, entre outras curiosidades, a história do povo árabe e dos nossos antepassados negros, que vieram como escravos da África para o Brasil há muitos anos.
10. Avódezanove e o segredo do soviético – Ondjaki
Em Luanda, capital da Angola, África, as obras de um mausoléu realizadas por soldados soviéticos ameaçam desalojar morados da PraiaDoBispo, bairro da região. As crianças do bairro percebem as mudanças com olhares desconfiados. Talvez elas sejam as primeiras a perceber que a presença dos soldados soviéticos significa mais do que uma simples reforma espacial.
11. Tudo Bem Ser Diferente – Todd Parr
A obra ensina as crianças a cultivar a paz e os bons sentimentos. O autor lida com as diferenças entre as pessoas de uma maneira divertida e simples, abordando assuntos que deixam os adultos sem resposta, como adoção, separação de pais, deficiências físicas e preconceitos raciais.
12. Diversidade – Tatiana Belinky
O livro mostra, através de versos, porque é importante sermos todos diferentes. A autora fala que não basta reconhecer que as pessoas não são iguais, é preciso saber respeitar as diferenças.
13. Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar – Erika Balbino
Acompanhando as aventuras dos irmãos Cosme, Damião e Doum e seus amigos, os leitores entram em uma jornada que revela a relação do corpo com a música e aproxima as crianças da capoeira por meio de figuras lendárias das religiões de matriz africana. Além do enredo e das ilustrações do grafiteiro Alexandre Keto, um CD com a narração da história pela própria autora e cheio de cantos de capoeira e de Umbanda valorizam ainda mais essa luta, que é apresentada como dança, arte e jogo também.
14. Amanhecer Esmeralda – Ferréz
O livro conta a história da garota Manhã, negra, pobre e com grandes responsabilidades mesmo com tão pouca idade. Manhã tem sua vida transformada ao ganhar um vestido esmeralda de seu professor, que faz com que ela mude a forma como se vê e como vê o mundo ao seu redor.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/12-dicas-literatura-afro-brasileira-africana-729395.shtml

Festa cultural: moqueca de bagre, viola, cavaco e orquestra!

Homenagem da Clínica do Texto & informação aos educadores e músicos populares que acreditam na magia transformadora da Arte na vida das pessoas.

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Galeria de imagens da festa cultural, 23 de novembro de 2013.

Ontem, dia 23 de novembro de 2013, realizamos uma maravilhosa Festa de Confraternização na casa dos amigos Valter Souza e Nilva Luz. No cardápio, saboreamos uma iguaria preparada pelo casal: Moqueca de Bagre – Um primor! Muita alegria, entusiasmo e energia positiva emanaram das improvisações musicais, danças, rodas e repentes que iluminaram a festa. Estiveram presentes artistas, músicos, poetas, compositores, violeiros, arte-educadores e amantes da cultura popular – um retrato metonímico da alma e cultura brasileiras – momentos inesquecíveis ao lado de Wilson Rocha E Silva, Vanessa Viotti, Estação Memória Camburi, Josevania Núñez Ibanhez, Bruna e Jean, Norberto e Silvia, entre outros.

Não faltou AXÉ, por isso compartilhamos com todos que gostam de música, arte e folia!

Didáticos: Cultura e História africanas chegam às escolas públicas

Rovênia Amorim – MEC – 22/11/2011

As escolas públicas vão receber no ano letivo de 2012 livros didáticos sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira.  Serão distribuídas obras para alunos da educação infantil ao ensino médio. A proposta dessa iniciativa é proporcionar aos alunos a compreensão do desenvolvimento histórico dos povos africanos e de sua relação com outros povos, a partir de uma visão objetiva do continente africano.

O material tem como referência os oitos volumes da coleção História Geral da África. Editada em português graças à parceria entre a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Ministério da Educação, a obra completa foi enviada às bibliotecas públicas em 2011. As escolas receberão também dois livros síntese da obra completa da História Geral da África, com conteúdos relacionados à história, cultura, economia, política e arte.

“Temos ainda no Brasil a cultura do embranquecimento da população e a negação de toda uma cultura afro-descendente que também construiu este país”, ressalta Viviane Fernandes Faria, diretora de políticas para educação no campo e diversidade do MEC.

A inclusão da temática história e cultura afro-brasileira no currículo da educação básica das escolas públicas e particulares está prevista na Lei 10.639, de 2003.  Além da história da África e dos africanos, o conteúdo deve incluir a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

Segundo a diretora, ainda existe uma grande diferença de escolaridade entre as pessoas, com mais de 15 anos, entre a população negra e os não negros. A escolaridade é de 8,4 anos de estudo entre os não negros e 6,6 anos entre os negros. “Só que apesar dessa diferença, o avanço na escolaridade dos negros tem sido mais rápido em relação à dos não negros. Enquanto que de 2004 a 2009 houve crescimento de 9% em anos de estudo entre os não negros, entre os negros foi de 14,5%”, compara.

No entanto, Viviane Faria comenta que o Brasil ainda tem uma dívida social com os afro-descendentes. “Se o analfabetismo é maior entre os negros e os maiores índices de pobreza estão entre os não brancos, vamos ver claramente que a pobreza e as dificuldades salariais e de acesso à universidade têm cor no Brasil. E essa cor é negra. Então precisamos, sim, enfrentar esse racismo na escola e na sociedade”, afirma.

Fonte: Blog do Galeano – http://www.blogdogaleno.com.br/texto_ler.php?id=10907&secao=32

6a. edição Prêmio Vivaleitura 2011: inscrições abertas… Participe!

Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Prêmio Vivaleitura. Integrado ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), o prêmio foi criado em 2006 por iniciativa do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Cultura (MinC) e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), e é realizado e patrocinado pela Fundação Santillana, com apoio do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

O programa prevê edições anuais que devem acontecer até 2016 e tem por objetivo promover a leitura no país, sendo considerado a maior premiação individual de reconhecimento à leitura no Brasil.

Os interessados em participar podem se inscrever em 3 categorias: Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; e Sociedade (ONGs, pessoas físicas, pessoas jurídicas, instituições de ensino superior, instituições sociais e empresas públicas ou privadas), sendo esta última passível de outorgar “Menção Honrosa” a instituições públicas ou privadas que se adequem aos critérios presentes no regulamento do programa.

Este ano as inscrições permanecem abertas até o dia 20 de julho.

O processo de seleção dos vencedores levará em conta a clareza entre os objetivos e os resultados alcançados, adequação do trabalho à idade do público alvo, pertinência do projeto com as características da comunidade a que se destina, qualidade, criatividade e potencial de replicabilidade.

Mais informações sobre o regulamento e a forma de inscrição podem ser obtidas no site http://www.premiovivaleitura.org.br.

Bibliotecas: tradição no acúmulo e circulação de ideias

Por Andreia Hisi

A palavra biblioteca nos remete a um lugar tranquilo e silencioso, ou para alguns, a apenas um repositório de livros. Mas muito mais do que um lugar reservado a livros e leitores, as bibliotecas têm muito a dizer sobre as relações estabelecidas ao longo da história entre a cultura e as pessoas, entre a humanidade, seu conhecimento acumulado e seu legado para o futuro. A história das bibliotecas remonta à história da consolidação da civilização em seu aspecto mais fundamental, no qual os resultados dos progressos da humanidade em sua evolução social e intelectual são mantidos e perpetuados. “A ciência é cumulativa e a biblioteca tem a função de preservar a memória – como se ela fosse o cérebro da humanidade – organizando a informação para que todo ser humano possa usufruí-la”, explica Luís Milanesi, professor do Departamento de Biblioteconomia da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA/USP), no livro O que é biblioteca.

Desta maneira, segundo ele, a história da biblioteca é a história do registro da informação. De acordo com Ana Lúcia Merege, da Biblioteca Nacional, o conceito de “biblioteca”, apresentou significados diferentes ao longo do tempo, sem, contudo, deixar de representar um espaço de registro de informações. “O conceito de biblioteca como lugar de acumulação de registros escritos remonta à Antiguidade. As primeiras civilizações a criar sistemas de escrita foram também as pioneiras em manter bibliotecas. Na Mesopotâmia, as bibliotecas compostas por tabuletas de argila, com registros em escrita cuneiforme, existem aproximadamente desde o século V anterior à nossa era”, conta. Segundo Merege, assim como hoje, as obras eram organizadas segundo critérios rigorosos, e também havia mecanismos de consulta. “Na mais antiga biblioteca de que se tem notícia, a de Ebla, na Síria, havia extensas listas de nomes, dicionários e gramáticas. Na de Assurbanípal, a mais famosa biblioteca da Mesopotâmia, as obras eram divididas em ‘Ciências do Céu’ e ‘Ciências da Terra’, eram catalogadas e ficavam a cargo de funcionários qualificados”, aponta.

Como apenas uma pequena parcela da população sabia ler, essas bibliotecas particulares ou institucionais só eram usadas por estudiosos e, em certas civilizações, por funcionários e escribas que davam suporte à administração. “Ainda assim, pode-se dizer que o conceito de biblioteca como espaço de saber também data da Antiguidade; basta citar, como exemplo, a famosa biblioteca de Alexandria, que reunia em torno de si um grande número de estudiosos e dava suporte a debates, pesquisas e avanços científicos”, completa. A biblioteca de Alexandria foi fundada pelos primeiros representantes da dinastia ptolomaica, no século III a. C, no interior do Museion, ou templo das musas (centro de cultura grega). Sua finalidade era “concentrar em si toda sabedoria acumulada pelo mundo grego, dando a seus herdeiros domínio sobre ela”, relata Matthew Battles, da biblioteca Houghton, no livro A conturbada história das bibliotecas. Parte da mitologia que envolve essa biblioteca se deve aos relatos que ressaltavam as atividades intelectuais em torno dela, uma vez que não restou nenhuma evidência física de sua existência. “Os estudiosos do Museion comiam juntos num refeitório e toda propriedade intelectual era coletiva, modelo que seria imitado depois, na Idade Média, pelas primeiras universidades europeias.

O grau de liberdade acadêmica de que os estudiosos desfrutavam era extraordinário”, aponta Battles. “Ao patrocinar esse objetivo, os ptolomeus confirmavam a intuição essencialmente alexandrina de que o conhecimento é um bem, uma mercadoria, uma forma de capital a ser adquirido e entesourado”, conclui. Atenas e Pérgamo também sediaram grandes bibliotecas, com centenas de milhares de livros. Havia ainda bibliotecas mais modestas em Rodes e em Antioquia (atual Antakya, na Turquia). O mundo experimentou sucessivas experiências de acúmulo e organização dos livros, como a profusão de bibliotecas particulares durante o Império Romano, além de importantes iniciativas como a biblioteca de Constantinopla, no século V, com cerca de 120 mil volumes, ou as coleções medievais cristãs, mantidas em monastérios. As bibliotecas, ainda que fossem espaços de circulação do saber, eram centralizadas em torno da relação entre governantes e intelectuais. “Em tempos de guerras, infortúnio ou decadência, porém, essa centralização tornava-se um problema, pois toda a literatura contida ali estaria condenada a ter o mesmo destino que a biblioteca”, explica Battles. Contudo, mesmo que algumas bibliotecas se perdessem através de guerras, a tradição estabelecida se manteve. Na Idade Média surgiram, na Europa, importantes bibliotecas nos centros de poder político-econômico, como as bibliotecas italianas de Florença (Laurenziana, arquitetada por Michelângelo), Veneza (Marciana), do Vaticano (fundada pelo Papa Sisto IV), de Milão (Ambrosiana), além das bibliotecas de Roma, entre elas a da Universidade Sapienza (uma das mais antigas do mundo).

As bibliotecas monásticas, em particular, tiveram um papel fundamental, pois além de manter livros que eram essencialmente religiosos, também contribuíram para a perpetuação e preservação de textos da Antiguidade. Os monges beneditinos praticavam o oficio de scriptoria, ou seja, realizavam cópias de livros que se tornaram raros no Ocidente. Embora os monges censurassem certas obras ou passagens, esse trabalho permitiu a perpetuação de obras antigas. O mosteiro de Monte Cassino, próximo a Roma, foi provavelmente o maior do Ocidente, onde se copiou aproximadamente três mil volumes. Na França, a Biblioteca Real (atual Biblioteca Nacional), foi criada por Carlos V, em 1368, e ficava no palácio do Louvre, com aproximadamente 1,2 mil volumes. Mas a biblioteca pública francesa mais antiga é a Mazarine, aberta ao público desde 1643. Ela se origina como coleção particular do cardeal Mazarin e foi consideravelmente expandida sob a tutela de Gabriel Naudé, autor do primeiro tratado de biblioteconomia moderna. Para garantir a sua manutenção, Mazarin integrou-a ao Collège des Quatre Nations, destinado à educação de jovens das quatro províncias que estavam sob sua regência e que, mais tarde, tornaria-se o Institut de France (reunião das academias francesas de letras, belas-artes, ciências e ciências sociais).

Frente da Biblioteca Mazarine, em Paris. Foto: Wikimedia Commons.

Além dessa incipiente abertura das bibliotecas ao público, um marco histórico fundamental mudaria para sempre o alcance das obras. “A adoção do formato códice em substituição ao rolo já havia facilitado muitíssimo a circulação de informação nos primórdios da cultura cristã. Mas o surgimento da imprensa, no século XV, é o grande divisor de águas, pois permitiu uma multiplicação de obras, de sua circulação, e foi, consequentemente, vital para o surgimento e o incremento de bibliotecas”, diz Merege.
De acordo com ela, ainda que parte do conhecimento tenha sido transmitido ao longo do tempo de forma oral, as bibliotecas tiveram um papel crucial na formação da cultura ocidental. “Tanto as bibliotecas da Antiguidade, quanto, mais tarde, as da Idade Média e da Moderna foram repositórios de saber e cultura sem os quais boa parte dos conhecimentos acumulados pela humanidade teriam sido perdidos. O Renascimento, por exemplo, só foi possível graças à preservação de textos de filósofos e cientistas clássicos, retomados séculos mais tarde”, ressalta.

No Oriente, segundo Merege, não era diferente, e o conhecimento acumulado dos orientais influenciou, inclusive, as grandes navegações, que tomaram impulso na Península Ibérica a partir do século XV. “Durante séculos ela esteve sob o domínio muçulmano, e pôde aproveitar a tecnologia e as instituições – avançadíssimas para a época – que eram mantidas pelo Islã. Em Córdoba e Granada, assim como em Bagdá, havia hospitais, observatórios e bibliotecas, e o número de leitores era muito maior do que no restante da Europa”, afirma. Merege destaca, assim, a importância dos livros e das bibliotecas para as civilizações do Oriente. “Na Índia, nos séculos VIII-V antes de nossa era, existiam universidades que mantinham extensas bibliotecas de obras escritas sobre folhas de palmeira; a China e o Japão também têm livros e bibliotecas milenares. O papel surgiu, inclusive, na China e foi trazido para o Ocidente pelos muçulmanos. E em todos esses países existe uma tradição que mantém e valoriza a cultura escrita, os livros e as bibliotecas”, conclui.

Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=65&id=822

Os livros da Biblioteca Particular de Fernando Pessoa estão disponíveis gratuitamente

Os livros da Biblioteca Particular de Fernando Pessoa estão disponíveis gratuitamente on-line desde dia 11.12.2010 no site da Casa Fernando Pessoa. Até agora, só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia consultar este acervo que é “riquíssimo”, mas com o site bilíngüe (português e inglês) disponível em – http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt – em qualquer lugar do mundo, com uma ligação à Internet é possível consultar, página a página, os cerca de 1140 volumes da biblioteca, mais as anotações – incluindo poemas – que Fernando Pessoa foi fazendo nas páginas dos livros.

Fachada do edifício - Rua Coelho da Rocha, 16 Campo de Ourique - Lisboa

Um universo plural

Inaugurada em Novembro de 1993, a Casa Fernando Pessoa foi concebida pela Câmara Municipal de Lisboa como um centro cultural destinado a homenagear Fernando Pessoa e a sua memória na cidade onde viveu e no bairro onde passou os seus últimos quinze anos de vida, Campo de Ourique.

Possuindo um auditório, jardim, salas de exposição, objctos de arte, uma biblioteca exclusivamente dedicada à poesia, além de uma parte do espólio do poeta (objetos e mobiliário que pertenceram ao poeta e que são atualmente patrimônio municipal), a Casa Fernando Pessoa é um pequeno universo polivalente onde, nos seus três pisos principais, se realizam colóquios, sessões de leitura de poesia, encontros de escritores, espetáculos musicais e de teatro, conferências temáticas, workshops, exposições de artes plásticas, sessões de apresentação de livros, ateliers para crianças, numa programação o mais possível diversificada.

Apresentação

«Sê plural como o universo!» [Fernando Pessoa]

A Casa Fernando Pessoa possui um tesouro único no mundo: a biblioteca particular desta figura maior da literatura. É muito raro conseguir-se encontrar a biblioteca inteira de um escritor com a dimensão universal de Pessoa. Os livros tendem a mover-se muito depressa: emprestam-se, perdem-se, vendem-se. Pessoa também vendeu alguns – mas deixou-nos 1142 volumes, de todos os gêneros e em vários idiomas, densamente anotados e manuscritos.

Entendemos que uma biblioteca desta importância devia tornar-se patrimônio da humanidade – e não apenas dos que podem deslocar-se a esta Casa onde Fernando Pessoa viveu os últimos quinze anos da sua vida.

Graças à dedicação de uma equipa internacional de investigadores coordenada por Jerónimo Pizarro, Patricio Ferrari e Antonio Cardiello foi possível digitalizar, na íntegra, toda a biblioteca. Graças ao apoio da Fundação Vodafone Portugal foi possível colocar online cada uma das páginas digitalizadas. Deste encontro de entusiasmos generosos resultou a disponibilização gratuita da preciosa biblioteca do autor de O Livro do Desassossego, que agora pertence aos leitores em qualquer parte do globo. Procuramos tornar acessível e simples a compreensão da biblioteca no seu todo – que está classificada por categorias temáticas – e a consulta de cada livro. Destacamos páginas que incluem manuscritos do próprio Pessoa – ensaios e poemas escritos nas páginas de guarda dos livros.

Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação – bela, surpreendente e instigante, como tudo o que Fernando Pessoa criou. Usufruam-na.

Acesse a Biblioteca Particular de Fernando Pessoa, clicando em: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

Casa Fernando Pessoa - Acervo

Horário:

De Segunda a Sábado, das 10h00 às 18h00

Horário da Biblioteca:

De Segunda a Sexta, das 10h00 às 18h00

Entrada livre

Visitas Guiadas para estabelecimentos de ensino

Folheto

Fonte: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/

Brasil tem fraco rendimento em prova internacional que avalia leitura de alunos

Os estudantes brasileiros de 15 anos ficaram em 53º lugar em uma prova que avaliou a capacidade de leitura dos adolescentes. O teste, aplicado a cada três anos pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), avaliou alunos de 65 países. Os alunos brasileiros tiveram rendimento inferior em comparação a alunos de outros países da América Latina, como Chile (44º), Uruguai (47º) e Colômbia (52º).   Porém, os brasileiros ficaram à frente dos argentinos (58º) e peruanos (63º).

A China ficou em 1º lugar somando 556 pontos. Já o Brasil obteve 412 pontos. Também foram avaliadas habilidades dos estudantes em matemática e ciências, onde o Brasil somou 386 e 405 pontos respectivamente. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que divulgou o resultado, o Brasil obteve “um grande ganho” na nota de leitura nos últimos anos.

O Ministério da Educação avalia como positivo o rendimento dos alunos brasileiros, tendo em vista que o país está entre os que mais cresceram no Pisa  nos últimos anos. O governo tirou como parâmetro o Plano de Desenvolvimento da Educação, no qual uma das metas é atingir a média de 395 pontos nas três matérias.

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.

Fonte: http://www.radioagencianp.com.br/9337-Brasil-tem-fraco-rendimento-em-prova-internacional-que-avalia-leitura-de-alunos