Universidade de Aveiro disponibiliza mais de 2500 livros sobre África e Oriente

A Universidade de Aveiro, através do projeto “Memória de África e do Oriente”, tem já online mais de 2500 obras, referentes à história dos países de Língua Portuguesa, durante a administração colonial.

14/02/2013

O projeto, que existe desde setembro de 1996, é executado pela Universidade de Aveiro e pelo Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento (CESA) de Lisboa e tem contado com a participação de instituições de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Goa.

No site, com o endereço http://memoria-africa.ua.pt além de registos bibliográficos para orientação de investigadores e curiosos, estão agora disponíveis e com livre acesso obras digitalizadas que vão desde livros da escola primária do tempo colonial, a relatórios de antigos governadores das então colônias e outros documentos oficiais.

Entre outras “preciosidades” já digitalizadas contam-se os três volumes da “História Geral de Cabo Verde”, várias obras do cientista e poeta cabo-verdiano João Vário, toda a coleção do Boletim Geral das Colónias, a revista do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa de Bissau Soronda (1986-2009), o Boletim Cultural do Huambo em Angola, e “O Oriente Português”, da responsabilidade da Comissão de Arqueologia da Índia Portuguesa, publicado entre 1905 e 1920 e retomado entre 1931 e 1940.

De acordo com Carlos Sangreman, da Universidade de Aveiro, o projeto “Memória de África e do Oriente” em dezembro atingiu 353.991 registos bibliográficos e 343.819 páginas digitalizadas e a base de dados já vai ser acrescentada.

“Temos trabalhado com muitas instituições portuguesas, sendo a ultima a Biblioteca Nacional que nos disponibilizou 67 mil registos que irão ser colocados na base à medida que formos conseguindo compatibilizar o formato”, esclarece aquele responsável.

A “biblioteca digital” permite já ler através da internet obras digitalizadas de Angola, Cabo Verde, Goa, Guiné, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor, acervo que pode ser enriquecido se os particulares que possuem obras em casa facultarem a sua digitalização ou referenciação.

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A “biblioteca digital” permite já ler através da internet obras digitalizadas de Angola, Cabo Verde, Goa, Guiné, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor.

Fonte: http://observalinguaportuguesa.org/pt

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Sr. Genésio completa hoje 86 anos

Amanhã é um dia histórico – 86 anos do Sr. Genésio dos Santos – Vamos divulgar o aniversário do Sr. Genésio do Cambury: gostaríamos que ele recebesse de presente maior atenção da saúde pública do município – geriatria e acessibilidade, conforme determina o Estatuto do Idoso.http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/protagonistas/sr-genesio-dos-santos-a-memoria-viva-de-cambury-esquecida/

Sr. Genésio.

Luciana Cruz: protagonista do Cambury

Após o LUTO, vamos à LUTA. GALERIA DE ARTE DA JOVEM ARTISTA QUILOMBOLA LUCIANA CRUZ – http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/protagonistas/luciana-cruz/

Luciana Cruz.

A INFORMAÇÃO COMO “QUESTÃO INEXORÁVEL”

Entre os dias 23 e 26 de outubro de 2011, aconteceu o XII Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação – XII ENANCIB 2011, na Universidade de Brasília (UnB, DF), cujo tema foi: “Políticas de Informação para a Sociedade”. Na ocasião, apresentamos o trabalho intitulado INFOEDUCAÇÃO QUILOMBOLA: UMA PERSPECTIVA DE DIÁLOGO ENTRE SABERES”. Disponível em http://estacaomemoriacamburi.files.wordpress.com/2012/02/sdc13111.jpg

Nos intervalos de apresentação de trabalho, o editor da http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/ – Edison Santos – conversou muito sobre Informação, Filosofia, Epistemologia e textos de Mário Ferreira dos Santos, com o jovem pesquisador Robson Ashtoffen e o professor Marcos Mucheroni; ambos trabalham em parceria no Núcleo de Pesquisa em Produção Científica (NPC), do Departamento de Biblioteconomia e Documentação (CBD), o Projeto O Pensamento Vivo da Informação que trata do atual e complexo tema da Informação.

Segundo o amigo e pesquisador, Robson Ashtoffen, que entrevistou o Prof. Dr. Rafael Capurro, fundador e diretor do Informational Center for Information Ethics, a Informação deve ser pensada como uma questão, sobretudo, quando é absorvida como o foco principal das mudanças sociais e de múltiplas visões atualmente, no Brasil e no mundo. Ashtoffen vem pesquisando e construindo uma forma teórica e prática sobre o tema Informação na sociedade, a partir de uma visão ontológica, que corresponde ao acesso e a conseguinte possibilidade de transformação social, pensando-se no “quem” e não no “que”. O projeto da série Pensamento Vivo da Informação se deu na oportunidade em que o pesquisador viajou para Portugal, onde permaneceu por um semestre, ao longo do qual pode entrar em contato com professores europeus e desenvolver entrevistas, cujos resultados podem ser conferidos nos links abaixo:

http://www.youtube.com/playlist?list=PLgXB4DCDYuTCaa7b9ODnxQy6OgeuiO5hS

http://www.youtube.com/playlist?list=PLgXB4DCDYuTC9I1ZWWLoQyCGp8hHX4naF

http://www.youtube.com/playlist?list=PL0AB36714A436CDF6&feature=view_all

http://www.youtube.com/playlist?list=PLgXB4DCDYuTDQOzcnEI70p0VdPka0l2oG

O intuito final do trabalho é constituir um corpus para análise da complexidade do termo Informação e sua complexidade como conceito, “todavia, inexorável para o nosso tempo”.

Fonte: http://www3.eca.usp.br/noticias/ex-aluno-da-eca-desenvolve-pesquisa-sobre-informa-o

Notícias do circuito cultural de Ubatuba

Estação Memória Cambury

“19º Festival do Camarão da Almada”

Tem início dia 26 de julho

Com apoio da Prefeitura e da Fundart, começa no próximo dia 26 o já tradicional Festival do Camarão da Almada que seguirá até o dia 29, na Praia da Almada. “A Vida, a Arte e a Cultura Caiçara” terão presença marcante. Além de gastronomia, tendo o camarão como carro chefe, a festa reúne muitos grupos musicais, corrida de canoas e outras atrações. Endereço: Praia da Almada, norte de Ubatuba, BR 101 – Km 13.

 

Oficina de Fotografia Fundart

Abre a exposição  Fotógrafos de Ubatuba no

Sobradão do Porto

Abre no próximo dia 27 e termina dia 29 a Exposição da Oficina de Fotografia da Fundart, com trabalhos dos alunos do fotógrafo oficineiro Ernesto Zambon. Com isso, além da apresentação das fotografias da oficina, que ocorria no final do ano, agora optou-se por realizá-la, também em julho, quando…

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Preparativos para a Festa de São João, no Quilombo de Cambury

 

Começam os preparativos para o mês das festividades juninas no Quilombo do Cambury, a exemplo do que ocorreu no ano passado, com a Tradicional Festa de São João, na Escolinha Jambeiro. No dia 25 de Junho de 2011, pela manhã, houve a Corrida de Canoas, e depois a premiação dos vencedores na Escolinha Jambeiro. Durante todo o dia os moradores participaram ativamente dos preparativos para a Grande Festa de São João na comunidade de Cambury, com show, bandas de reggae, barraquinhas com gastronomia típica, entre outras atrações.

Quem puder colaborar, em 2012, entre em contato. A Festa acontecerá no dia 23 de Junho.

Todos serão bem-vindos!!!

 

Veja também algumas das imagens de 2011, disponibilizadas pelo pesquisador e autor das fotos, EDISON SANTOS.

Obs.: Pede-se a gentileza de registrar o crédito das fotos, a fim de evitar problemas com direitos autorais.

Preparativos em 2011, montagem de bandeirolas coloridas no campinho da Escola Jambeiro, Quilombo Cambury

Preparativos em 2011, Escolinha Jambeiro, Quilombo Cambury

Preparação Festas Juninas em 2011, Montagem de pau de sebo

Preparação Festas Juninas em 2011, confecção de bandeirinhas

 

Remanescentes de quilombolas discutem avanços nas políticas públicas

by Thais Leitão, Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Cerca de 500 representantes de grupos remanescentes de quilombos de vários lugares do país estão reunidos desde o dia (3) e participarão até sábado (6), no Rio de Janeiro, do 4º Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas. Durante os quatro dias de evento, serão discutidos os avanços nas políticas públicas para essa parcela da população brasileira, como a regularização fundiária de territórios que ocupam.

De acordo com o coordenador executivo da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que organiza o encontro, Ronaldo dos Santos, a luta pelo direito à terra é uma das principais bandeiras do movimento. Segundo ele, embora o governo federal esteja trabalhado para reconhecer os territórios, o processo ainda é muito lento.

“A questão do território para nós é central e, embora tenhamos avançado bastante na concepção da política voltada aos quilombolas nos últimos anos, ainda caminhamos de forma lenta na emissão dos títulos fundiários. É possível dimensionar o problema pelo fato de a proporção entre títulos emitidos e comunidades existentes ser muito pequena. E a tendência que essa proporção diminua ainda mais porque a velocidade com que as comunidades se autodefinem é muito maior do que o ritmo com que o governo consegue responder à demanda”, afirmou.

Segundo ele, 3,5 mil comunidades quilombolas já foram oficialmente reconhecidas no país, mas a estimativa é que elas ultrapassem 5 mil. Enquanto isso, até hoje foram emitidos 120 títulos, regularizando cerca de 987 mil hectares em benefício de 108 territórios, 189 comunidades e 11,9 mil famílias quilombolas.

Para Ronaldo dos Santos, a estrutura administrativa e as deficiências orçamentárias são os principais entraves para que o processo não ocorra de forma mais ágil.

Com base na Instrução Normativa 57, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), autarquia federal responsável por realizar a regularização fundiária de territórios quilombolas, cabe às comunidades interessadas encaminhar à superintendência regional do órgão em seu estado uma solicitação de abertura de procedimentos administrativos.

Para que o Incra inicie os trabalhos, a comunidade deve apresentar a Certidão de Registro no Cadastro Geral de Remanescentes de Comunidades de Quilombos, emitida pela Fundação Cultural Palmares. O Incra elabora, então, um estudo da área e produz um Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do território. Em seguida, recebe, analisa e julga eventuais contestações. Aprovado em definitivo esse relatório, o Incra publica uma portaria de reconhecimento que declara os limites do território quilombola.

A fase seguinte do processo administrativo corresponde à regularização fundiária, com retirada de ocupantes não quilombolas mediante desapropriação e/ou pagamento de indenização e demarcação do território. O processo culmina com a concessão do título de propriedade à comunidade, que é coletivo e em nome da associação dos moradores da área, registrado no cartório de imóveis, sem qualquer ônus financeiro para a comunidade beneficiada.

Ronaldo dos Santos também informou que, ao fim do encontro, a Conaq realizará o pré-lançamento da Campanha Nacional em Defesa dos Direitos Quilombolas. A iniciativa, que contará com ações de mídia principalmente na internet, terá como objetivo disseminar entre a população o conceito e a luta das comunidades remanescentes de quilombos no país.

“Somos muito conhecidos pela academia, pelos políticos, pelos movimentos sociais, mas não pelo trabalhador e pela trabalhadora comum. As comunidades quilombolas não fazem parte do cotidiano da sociedade e isso nos fragiliza muito. Queremos ser reconhecidos não só por quem discute a política, mas pelo conjunto da sociedade”, acrescentou.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/