Ciência, Tecnologia e Inovação

ATIVIDADES CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS

Atividades científicas e tecnológicas correspondem ao esforço sistemático, diretamente relacionado com a geração, avanço, disseminação e aplicação do conhecimento científico e técnico em todos os campos da Ciência e da Tecnologia. Incluem as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) (cuja definição se encontra adiante), o treinamento e a educação técnica e científica, bem como os serviços científicos e tecnológicos. Treinamento e educação técnica e científica correspondem a todas as atividades relativas ao treinamento e ao ensino superior especializado não-universitário, ao ensino superior e ao treinamento para a graduação universitária, à pós-graduação e aos treinamentos subseqüentes, além do treinamento continuado para cientistas e engenheiros. Os serviços científicos e tecnológicos compreendem as atividades concernentes à pesquisa e ao desenvolvimento experimental, assim como as que contribuam para a geração, disseminação e aplicação do conhecimento científico e tecnológico.

Podem ser agrupados em nove subclasses:

– atividades de C&T em bibliotecas e assemelhados;

– atividades de C&T em museus e assemelhados;

– tradução e edição de literatura científica;

– pesquisa geológica, hidrológica e assemelhadas;

– prospecção;

– coleta de dados sobre fenômenos socioeconômicos;

– testes, padronizações, controle de qualidade etc.;

– aconselhamento de clientes, inclusive serviços públicos de consultoria agropecuária e industrial;

– atividades de patenteamento e licenciamento por instituições públicas.

Fonte: Unesco. Recommendation Concerning the International Standardisation of Statistics on Science, 1978; citado em: OECD. Frascati Manual. Paris, OECD, 1993.

ATIVIDADES DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO (P&D)

Pesquisa e desenvolvimento experimental compreendem o trabalho criativo, realizado em bases sistemáticas, com a finalidade de ampliar o estoque de conhecimento, inclusive o conhecimento do homem, da cultura e da sociedade, assim como o uso desse estoque de conhecimento na busca de novas aplicações. Compreende três atividades: pesquisa básica – trabalho experimental ou teórico realizado primordialmente para adquirir novos conhecimentos sobre os fundamentos de fatos ou fenômenos observáveis, sem o propósito de qualquer aplicação ou utilização; pesquisa aplicada – investigação original, realizada com a finalidade de obter novos conhecimentos, mas dirigida, primordialmente, a um objetivo prático; desenvolvimento experimental – trabalho sistemático, apoiado no conhecimento existente, adquirido por pesquisas ou pela experiência prática, dirigido para a produção de novos materiais, produtos ou equipamentos, para a instalação de novos processos, sistemas ou serviços, ou para melhorar substancialmente aqueles já produzidos ou instalados.

Fonte: OECD. Frascati Manual. Paris, OECD, 1993, p. 29.

ATIVIDADES INOVATIVAS

Atividades inovativas compreendem todos os passos científicos, tecnológicos, organizacionais, financeiros e comerciais, inclusive o investimento em novos conhecimentos, que, efetiva ou potencialmente, levem à introdução de produtos ou processos tecnologicamente novos ou substancialmente melhorados. As atividades inovativas mais destacadas: aquisição e geração de novos conhecimentos relevantes para a firma; preparações para a produção; marketing dos produtos novos ou melhorados.

Fonte: OECD. Manual de Oslo, 1996, p. 44.

CIÊNCIA

Resultado do encadeamento lógico das idéias e ações que auxiliam o homem na descoberta progressiva das estruturas dos sistemas existentes na natureza e de suas formas de funcionamento. Essas idéias e ações passam por fases de experimentação, de análise e de síntese para chegar a noções racionais, definitivas ou provisórias. Elas modificam constantemente os conceitos e comportamentos presentes na relação do homem face ao universo e face ao próprio homem.

EMPRESA EM PROCESSO DE INCUBAÇÃO

Organização que desenvolve produtos ou serviços inovadores, abrigada em incubadora de empresas, onde passa por processo de seleção e recebe apoio técnico, gerencial e financeiro de rede de instituições constituída especialmente para criar e acelerar o desenvolvimento de pequenos negócios. Algumas instituições usam o termo empresa-residente.

EMPRESA DE ALTA TECNOLOGIA

Unidades de negócios produtoras de bens e serviços, cuja competitividade depende do projeto, desenvolvimento e produção de novos produtos ou processos inovadores, através da aplicação sistemática e intensiva de conhecimentos científicos e tecnológicos.

Fonte: MARTÍNEZ, Eduardo. & ALBORNOZ, Mario. Indicadores de ciencia y tecnología: Estado del arte y perspectivas. Caracas, Unesco, 1998.

EMPRESA DE BASE TECNOLÓGICA

Empresa de qualquer porte ou setor que tenha na inovação tecnológica os fundamentos de sua estratégia competitiva. Esta condição será considerada atendida pelas empresas que apresentam pelo menos duas das seguintes características:

a) desenvolvam produtos ou processos tecnologicamente novos ou melhorias tecnológicas significativas em produtos ou processos existentes. O termo produto se aplica tanto a bens como a serviços;

b) obtêm pelo menos 30% (trinta por cento) de seu faturamento, considerando-se a média mensal dos últimos doze meses, pela comercialização de produtos protegidos por patentes ou direitos de autor, ou em processo de obtenção das referidas proteções;

c) encontram-se em fase pré-operacional e destinam pelo menos o equivalente a 30% (trinta por cento) de suas despesas operacionais, considerando-se a média mensal dos últimos doze meses, a atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico;

d) não se enquadram como micro ou pequena empresa e destinam pelo menos 5% (cinco por cento) de seu faturamento a atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico;

e) não se enquadram como micro ou pequena empresa e destinam pelo menos 1,5% (um e meio por cento) de seu faturamento a instituições de pesquisa ou universidades, ao desenvolvimento de projetos de pesquisa relacionados ao desenvolvimento ou ao aperfeiçoamento de seus produtos ou processos;

f) empregam, em atividades de desenvolvimento de software, engenharia, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, profissionais técnicos de nível superior em percentual igual ou superior a 20% (vinte por cento) do quantitativo total de seu quadro de pessoal;

g) empregam, em atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, mestres, doutores ou profissionais de titulação equivalente em percentual igual ou superior a 5% (cinco por cento) do quantitativo total de seu quadro de pessoal.

Fonte: Políticas Operacionais FINEP

EMPRESAS NASCENTES DE BASE TECNOLÓGICA (“START UP“)

Empresa cuja estratégia empresarial e de negócios é sustentada pela inovação e cuja base técnica de produção está sujeita a mudanças freqüentes, advindas da concorrência centrada em esforços continuados de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Principais características das empresas nascentes de base tecnológica: em estruturação empresarial (“quase-empresa”); sem posição definida no mercado; inseridas ou não em incubadoras; que buscam oportunidades em nichos de mercado com produtos/serviços inovadores e de alto valor agregado.

Fonte: INEP. Superintendência de Estudos e Estratégias Setoriais. Categorização das Empresas Clientes Finep. Rio de Janeiro, INEP, 2000.

ESTUDO DE VIABILIDADE

Investigação de projetos técnicos propostos, usando as técnicas pré-existentes, a fim de fornecer informações complementares antes da decisão quanto à implementação. No campo das ciências sociais, os estudos de viabilidade constituem-se em investigações sobre as características sócio-econômicas e as implicações decorrentes de situações específicas, (p.ex. um estudo sobre a viabilidade de implantação de um complexo petroquímico numa certa região).

Fonte: OECD. Frascati Manual. Paris: OECD, 1993, cap. 2, p. 29.

INCUBADORA DE EMPRESAS

Uma incubadora de empresas é um ambiente flexível e encorajador onde é oferecida uma série de facilidades para o surgimento e crescimento de novos empreendimentos. Além da assessoria na gestão técnica e empresarial da empresa, a incubadora oferece a infra-estrutura e serviços compartilhados necessários para o desenvolvimento do novo negócio, como espaço físico, salas de reunião, telefone, fax, acesso à internet, suporte em informática, entre outros. Dessa forma, as incubadoras de empresas geridas por órgãos governamentais, universidades, associações empresariais e fundações são catalisadoras do processo de desenvolvimento e consolidação de empreendimentos inovadores no mercado competitivo. Com base na utilização do conhecimento profissional e prático, os principais objetivos de uma incubadora de empresas estão na produção de empresas de sucesso e na criação de uma cultura empreendedora.

Fonte: ANPROTEC. Incubadora de Empresas. Capturado em 18 ago. 2000. Disponível em: http://www.anprotec.org.br/anprotec.htm

INOVAÇÃO 1

É a introdução, com êxito, no mercado, de produtos, serviços, processos, métodos e sistemas que não existiam anteriormente, ou contendo alguma característica nova e diferente do padrão em vigor. Compreende diversas atividades científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras, comerciais e mercadológicas. A exigência mínima é que o produto/serviço/processo/método/sistema inovador deva ser novo ou substancialmente melhorado para a empresa em relação aos seus competidores.

Fonte: Políticas Operacionais FINEP

INOVAÇÃO 2

Inovação tecnológica de produto ou processo compreende a introdução de produtos ou processos tecnologicamente novos e melhorias significativas em produtos e processos existentes. Considera-se que uma inovação tecnológica de produto ou processo tenha sido implementada se tiver sido introduzida no mercado (inovação de produto) ou utilizada no processo de produção (inovação de processo). As inovações tecnológicas de produto ou processo envolvem uma série de atividades científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais. A firma inovadora é aquela que introduziu produtos ou processos tecnologicamente novos ou significativamente melhorados num período de referência.

Fonte: OECD. Oslo Manual. Paris: OECD/Eurostat, 1997, p. 35.

* De acordo com a proposta da Lei de Inovação encaminhada em novembro de 2002 ao Congresso Nacional para aprovação, define-se inovação tecnológica como a “introdução de novidade no ambiente produtivo, seja ela produto ou processo, que traga melhoria significativa ou crie algo novo”.

Note-se que os domínios da Ciência, da Tecnologia e da Inovação relacionam-se de forma recíproca, interativa, afinal, o avanço da Ciência conta também com os diversos instrumentos e aparelhos resultantes da Tecnologia (por exemplo, os microscópios), sem os quais seriam impossíveis muitas pesquisas. Ao mesmo tempo, os resultados da Ciência promovem o aperfeiçoamento da Tecnologia e o seu progresso, por meio do processo de Inovação.

INOVAÇÃO DE PRODUTOS E PROCESSOS TECNOLÓGICOS (PPT)

Compreende as implantações de produtos e processos tecnologicamente novos e substanciais melhorias tecnológicas em produtos e processos. Uma inovação PPT é considerada implantada se tiver sido introduzida no mercado (inovação de produto) ou usada no processo de produção (inovação de processo). Uma inovação PPT envolve uma série de atividades científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais. Uma empresa inovadora em PPT é uma empresa que tenha implantado produtos ou processos tecnologicamente novos ou com substancial tecnológica durante o período em análise. A exigência mínima é que o produto ou processo deve ser novo (ou substancialmente melhorado) para a empresa (não precisa ser novo no mundo). Estão incluídas inovações relacionadas com atividades primárias e secundárias, bem como inovações de processos em atividades similares.

Fonte: OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap. 3. p. 47.

INOVAÇÃO GERENCIAL E ORGANIZACIONAL

Compreende a introdução de estruturas organizacionais substancialmente modificadas; a implementação de técnicas avançadas de gestão, bem como a implementação de orientação estratégica corporativa nova ou substancialmente modificada.

Fonte: OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap. 3. p. 54.

INOVAÇÃO INCREMENTAL

É a introdução de qualquer tipo de melhoria em um produto, processo ou organização da produção dentro de uma empresa, sem alteração na estrutura industrial.

Fonte: LEMOS C. Inovação na era do conhecimento. In: Parcerias Estratégicas, nº. 8, maio, 2000, MCT.

INOVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Criação de tecnologias, processos e metodologias originais que possam vir a se constituir em propostas de novos modelos e paradigmas para o enfrentamento de problemas sociais, combate à pobreza e promoção da cidadania.

Fonte: FINEP. Departamento de Estudos e Estratégias Sociais. Rio de Janeiro, 2000.

INOVAÇÃO RADICAL

É a introdução de um novo produto, processo ou forma de organização da produção inteiramente nova. Este tipo de inovação pode representar uma ruptura estrutural com o padrão tecnológico anterior, originando novas indústrias, setores ou mercados.

Fonte: LEMOS C. Inovação na Era do Conhecimento. In: Parcerias Estratégicas, nº. 8, maio, 2000, MCT.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DE PROCESSO

Compreende as implantações de processos tecnologicamente novos bem como substanciais melhorias tecnológicas em processos; é considerada implantada se tiver sido utilizada no processo de produção.

Fonte: Políticas Operacionais FINEP

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DE PRODUTO

Compreende as implantações de produtos tecnologicamente novos bem como substanciais melhorias tecnológicas em produtos; é considerada implantada se tiver sido introduzida no mercado.

Fonte: Políticas Operacionais FINEP

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DE SERVIÇOS

Compreende as implantações de serviços tecnologicamente novos bem como substanciais melhorias tecnológicas em serviços.

Fonte: Políticas Operacionais FINEP

INVENÇÃO

É uma concepção resultante do exercício da capacidade de criação do homem, que represente uma solução para um problema técnico específico, dentro de um determinado campo tecnológico e que possa ser fabricada ou utilizada industrialmente. O certificado de adição de invenção é um aperfeiçoamento ou desenvolvimento introduzido no objeto de determinada invenção. A proteção é cabível para o depositante ou titular da invenção anterior a que se refere (Art. 76 da LPI). O desenho industrial é a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial (Art. 95 da LPI).

Fonte: INPI. Patentes e Desenhos Industriais. Capturado em 10 jun. 2000. Disponível em: http://www.inpi.gov.br

LICENÇA DE FABRICAÇÃO OU UTILIZAÇÃO DE PATENTES

Cessão de direitos por parte de pessoas físicas ou jurídicas, de propriedade sobre desenhos e especificações de produtos sujeitos a processos definidos de industrializações patenteados e registrados no Brasil e no país de origem, obrigado à vinculação duradoura entre as partes contratantes.

Fonte: LONGO, W. P. Conceitos Básicos sobre Ciência e Tecnologia. Vol. 1. Rio de Janeiro: FINEP, 1996.

MICROEMPRESA

Qualquer firma, companhia, organização ou corporação destinada à produção e/ou comercialização de processos, bens e/ou serviços. As microempresas podem ser classificadas conforme os seguintes critérios:

a) Quanto ao número de empregados: 1- Para a indústria: até 19 empregados; 2- Para o Comércio e Serviços: até 9 empregados; e

b) Quanto à receita bruta anual: Pessoa jurídica e firma mercantil individual cuja receita bruta anual é igual ou inferior a R$ 433.755,14 (Decreto Nº. 5.028, de 31 de março de 2004).

PARQUES TECNOLÓGICOS

Parques Tecnológicos são áreas, geralmente ligadas a algum importante centro de ensino ou pesquisa, com infra-estrutura necessária para a instalação de empresas produtivas baseadas em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Pela limitação da área física, própria dos Parques Tecnológicos, esse instrumento de inovação tecnológica se adapta melhor às necessidades de pequenas empresas que têm na Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico seu principal insumo.

Fonte: ANPROTEC. Parques Tecnológicos. Capturado em 18 ago. 2000. Disponível em: http://www.anprotec.org.br/anprotec.htm

PATENTE

A pesquisa e o desenvolvimento  para elaboração de novos produtos requerem, na maioria das vezes, grandes investimentos. Proteger esses produtos através de uma patente ou de um registro significa prevenir-se de que competidores copiem e vendam esse produto a um preço mais baixo, uma vez que eles não foram onerados com os custos da pesquisa e desenvolvimento do produto. A proteção conferida pela patente e pelo registro de desenho industrial é, portanto, um valioso e imprescindível instrumento para que a invenção e a criação industrializável se tornem um investimento rentável. Patente e Registro de Desenho Industrial são títulos de propriedade temporária sobre uma invenção, modelo de utilidade ou desenho industrial, outorgados pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente ou pelo registro. Durante o prazo de vigência da patente ou registro, o titular tem o direito de excluir terceiros, sem sua prévia autorização, de atos relativos à matéria protegida, tais como fabricação, comercialização, importação, uso, venda, etc.

Para a Organização Mundial de Propriedade Industrial – OMPI, a patente é um documento expedido por um órgão governamental, que descreve a invenção e cria uma situação legal, na qual a invenção patenteada pode normalmente ser explorada (fabricada, importada, vendida e usada) com autorização do titular.

Fonte: INPI. Patente e Desenho Industrial. Capturado em 10 jun. 2000. Disponível em: http://www.inpi.gov.br

PROCESSO DE INCUBAÇÃO

Processo de apoio ao desenvolvimento de pequenos empreendimentos ou empresas nascentes e promoção de condições específicas, através do qual empreendedores podem usufruir de instalações físicas, de ambiente instrucional e de suporte técnico e gerencial, no início e durante as etapas de desenvolvimento do negócio.

PRODUTO TECNOLOGICAMENTE APERFEIÇOADO

É um produto existente cujo desempenho tenha sido significativamente aprimorado ou elevado. Um produto simples pode ser aprimorado (em termos de melhor desempenho ou menor custo) através de componentes ou materiais de desempenho melhor, ou um produto complexo que consista em vários subsistemas técnicos integrados pode ser aprimorado através de modificações parciais em um dos subsistemas. Produtos tecnologicamente aprimorados podem ter grandes e pequenos efeitos na empresa. A substituição de metais por plástico nos equipamentos de cozinha ou mobílias é um exemplo de uso de componentes de melhor desempenho. A introdução de freios ABS ou outras melhorias de subsistemas em carros é um exemplo de mudanças parciais em alguns subsistemas técnicos integrados. A distinção entre um produto tecnologicamente novo e um produto tecnologicamente aprimorado pode apresentar dificuldades em alguns setores, especialmente no de serviços.

Fonte: OECD. Oslo Manual. Paris: OECD/Eurostat, 1997, cap. 3, p. 47.

PRODUTO TECNOLOGICAMENTE NOVO

É um produto cujas características tecnológicas ou usos pretendidos diferem daqueles dos produtos produzidos anteriormente. Tais inovações podem envolver tecnologias radicalmente novas, podem basear-se na combinação de tecnologias existentes em novos usos, ou podem ser derivadas do uso de novo conhecimento. Os primeiros microprocessadores e gravadores de videocassete foram exemplos de produtos tecnologicamente novos do primeiro tipo, utilizando tecnologias radicalmente novas. O primeiro toca fitas portátil, que combinava as técnicas existentes de fita e mini-fones de cabeça, foi um produto tecnologicamente novo do segundo tipo, combinando tecnologias existentes em um novo uso. Em cada caso, o produto geral não existia anteriormente.

Fonte: OECD. Oslo Manual. Paris: OECD/Eurostat, 1997, cap. 3, p. 47.

PROTÓTIPO

Significa, literalmente, “o primeiro de um tipo”. No início da era industrial, o protótipo era o produto feito pelo mestre, que depois deveria ser produzido em massa. No projeto de produtos, a palavra protótipo refere-se a dois tipos de representação dos produtos. Primeiro, no sentido mais preciso, refere-se à representação física do produto que será eventualmente produzido industrialmente. Em segundo lugar, usa-se o termo protótipo no sentido mais lato, para qualquer tipo de representação física construída com o objetivo de realizar testes físicos. Os protótipos são feitos em escala (1:1) e são dotados de todos os mecanismos, inclusive para a realização de testes de seu funcionamento. Os protótipos têm diversas utilidades no desenvolvimento de produtos. Pode ser um excelente meio para apresentar o novo produto aos consumidores potenciais e outras pessoas da empresa. Pode ajudar o designer a desenvolver novas idéias, principalmente quando se trata de produtos de complexidade tridimensional, que dificilmente seriam visualizados no papel, e podem ser usados também para visualizar a integração entre os diversos componentes do produto. Geralmente são construídos com os mesmos materiais do produto final e tem os mecanismos necessários, que o fazem funcionar.

Fonte: BAXTER, Mike. Projeto de produto: guia prático para o desenvolvimento de novos produtos. Trad. Itiro Iida. São Paulo: Edgard Blucher Ltda., 1998.

SPIN-OFF

“Spin-off” é um termo científico usado para designar projetos ou empreendimentos que nascem a partir de atividades da universidade e ganham vida própria.

TECNOLOGIA

Elaboração e aperfeiçoamento dos métodos para assegurar o funcionamento dos mecanismos da produção, do consumo e do lazer assim como das atividades da pesquisa artística e científica. A tecnologia compreende desde as ferramentas mais simples até os microprocessadores e, no plano econômico, visa tornar cada vez mais rentáveis os investimentos.

De acordo com a UNESCO, “a ciência é o conjunto de conhecimentos organizados sobre os mecanismos de causalidade dos fatos observáveis, obtidos através do estudo objetivo dos fenômenos empíricos”; enquanto “a tecnologia é o conjunto de conhecimentos científicos ou empíricos diretamente aplicáveis à produção ou melhoria de bens ou serviços”.

Fonte: Reis, Dálcio Roberto. “Ciência e Tecnologia”. In: www.xadrezeduca.com.br/site/h4/

Segundo Laranja et al, diferem-se ainda os conceitos de técnica e tecnologia. “A técnica e a tecnologia são domínios cognitivos mais próximos da ação, ambas relacionadas com o ‘saber-fazer’; entretanto, podemos definir a técnica como um ‘saber-fazer’ tácito e a tecnologia como um ‘saber-fazer’ explícito”

Fonte: Laranja, Simões e Fontes. Tecnologia: dimensões e disponibilidade. 1997, p. 15.

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Informações extraídas de: UNIFESP. Glossário de termos. In: Programa de Mapeamento Tecnológico – PMT/UNIFESP. São Paulo: Núcleo da Propriedade Intelectual e Gestão de Ciência e Tecnologia da UNIFESP, Instituto Inovação, 2007.

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