Ano dificil mas abençoado: 2014

Agradeço a todos que participaram da travessia. Por ora, não há porto seguro… Navegar? Será preciso.  Abs do editor, Edison.

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 8.600 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 3 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

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Oficina de Fotografia: ação cultural no Cambury

 

A Clínica do Texto e a Estação Memória Cambury têm o prazer de compartilhar o BELÍSSIMO TRABALHO COLABORATIVO E EDUCATIVO desenvolvido pela Equipe do Mundo em Foco, ao longo de uma semana no Quilombo do Cambury (8 a 12 Julho), com a participação de jovens, crianças – caiçaras e quilombolas.

O trabalho foi fruto da Campanha: http://benfeitoria.com/clicknalata.-

Veja os detalhes no site: http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/.

Saiba mais sobre o Projeto Click na Lata que concretizou a contento, a Oficina de Fotografia Pinhole no Quilombo do Cambury.

Parabéns a todos os protagonistas!!!

Exposição de Fotografias - http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/2013/07/14/oficina-de-fotografia-pinhole-no-cambury-resultados/

 

 

Exposição de produtos – Xilogravuras e Desenhos – Quilombo do Cambury

Os produtos culturais do Cambury são criações que expressam ideias, valores, atitudes e criatividade artística e que falam de memória e informação sobre o presente, o passado e o futuro, de origem popular (xilogravura como artesanato), os quais não tem a finalidade de abastecer o mercado de consumo, mas expressar os frutos da APROPRIAÇÃO SOCIAL DE SABERES E FAZERES, cujo valor simbólico e imaterial extrapolam os limites locais.

Momento de confraternização, após a conclusão dos trabalhos de impressão das xilogravuras. Cardápio do Almoço: Rabada com legumes cozidos. 18.nov.2012.

Momento de confraternização, após a conclusão dos trabalhos de impressão das xilogravuras. Cardápio do Almoço: Rabada com legumes cozidos. 18.nov.2012.

Luciana Cruz: protagonista do Cambury

Após o LUTO, vamos à LUTA. GALERIA DE ARTE DA JOVEM ARTISTA QUILOMBOLA LUCIANA CRUZ – http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/protagonistas/luciana-cruz/

Luciana Cruz.

Estado que mata: criança morre de meningite no Cambury

Luciana Cruz, filha de D. Cremilda e Sr. Salustiano morreu de meningite dia 21 de janeiro. Outras pessoas da comunidade estão ameaçadas.

Luciana Cruz, filha de D. Cremilda e Sr. Salustiano morreu de meningite dia 21 de janeiro. Outras pessoas da comunidade estão ameaçadas.

Tristeza e Luto no Quilombo de Cambury
A pequena Luciana Cruz, filha de Dona Catarina e Sr. Salustiano FALECEU na segunda-feira (21.jan), vítima de meningite. A comunidade de Cambury está triste e desconsolada. Luciana foi a protagonista que mais se destacou nas Oficinas de Memória e Xilogravura em 2012. http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/2013/01/22/miseria-da-saude-publica-em-ubatuba-cambury-esta-de-luto/

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 12.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 20 anos para ter este tanto de visitação.

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Produtos culturais: Oficina de Memória e Xilogravura, Cambury

Ação cultural agita a semana de CONSCIÊNCIA NEGRA em Cambury

O mês de novembro foi bastante movimentado no espaço cultural do Quilombo do Cambury. Entre os dias 15 e 20 de novembro, aconteceu a Segunda Edição das OFICINAS DE MEMÓRIA E XILOGRAVURA, na Escolinha Jambeiro, localizada na sede da Associação Quilombola de Cambury – Ubatuba, SP.

As atividades pedagógicas foram preparadas com antecedência e fizeram parte de uma ação cultural mais ampla, com o intuito de comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra e a inauguração do novo espaço físico da Escolinha Jambeiro, que foi reformada com a ajuda e o entusiasmo de três jovens quilombolas (Ueliton, Alex e Vaguinho); a verba do MinC previa a renovação do telhado, a reforma da cozinha, acabamento e pintura novos.

As “Oficinas de Memória: Arte, Cultura e Informação” são práticas infoeducativas que visam a estimular a interação, o diálogo e a aprendizagem de novos saberes entre idosos e crianças. O evento, aberto ao público em geral, contou com a participação de vários educadores (Valter, Wilson, Renata, Otávio e Edison), que trocaram experiências e saberes com os jovens (quilombolas e caiçaras), visitantes e outros amigos da comunidade quilombola de Cambury.

O dia 15 de novembro foi reservado para a preparação do ESPAÇO INFOEDUCATIVO, organização de mesas, cadeiras, materiais pedagógicos, telão para projeção de audiovisual, lousa, mural de fotografias, livros, internet, entre outros recursos, que deveriam ficar à disposição dos participantes. Nesse mesmo dia, à tarde, o Sr. Salustiano (68 anos, pescador, agricultor e quilombola) gravou depoimento, contando algumas histórias, passagens de sua vida e outras curiosidades do tempo em que largou a roça para trabalhar na indústria da pesca. No dia 16 de novembro foi exibido o filme Canoa caiçara.

Assista o filme – http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/historia/fazendo-canoa/

Com dez anos de experiência na arte de fazer e de ensinar Xilogravura, o educador Valter Luz deu início às Oficinas, enfatizando a importância dos relatos orais dos idosos, os fazeres tradicionais, pesca, artesanato, casa de farinha, canoa caiçara etc., para em seguida dar início à Jornada Cultural, com a Oficina de desenho básico: http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/cursosoficinas/desenho/.

Oficina de xilogravura: gravação e impressão

Houve contação da história da xilogravura e apresentação dos materiais usados nesta técnica. Os participantes foram orientados a buscar inspiração nas referências locais: paisagens, fauna, flora, seres humanos em suas ações e objetos que manipulam, utilizando as noções de desenho básico, desenvolvidas na oficina anterior. Mais detalhes da Oficina de Xilogravura podem ser obtidos nos links:

  • Galeria de imagens: registros visuais – (em breve)

Diálogo com a música: construindo instrumentos a partir de materiais recicláveis

Aconteceu a atividade, e as crianças participaram, embora fossem poucas. Embora pareça desimportante, a construção do Kazu, um brinquedo simples, de garrafa pet e saco plástico, tem importância e simbologia marcantes: por um lado se lida com o reaproveitamento de materiais descartados; por outro, remete aos sons da boca: fala, expressão, opinião. Indicadores disso foram a timidez, a princípio: as crianças e os jovens ficaram acanhadas para tirar sons quando estavam perto de nós e dos (das) colegas, mas em casa, ou sozinhas, aventuraram, aprenderam, e, melhor: voltaram para dar retorno, mostrar que aprenderam. Num próximo encontro podemos mostrar que é possível criar pequenas peças musicais, improvisando, com os Kazus, sonoridades que constroem músicas experimentais muito ricas. Mas o resultado será mais eficaz se nós, educadores, fizermos isso juntos, antes; pois, o maior aprendizado se dá sempre pelo exemplo. (relato de Wilson Rocha, músico e educador, 27.11.2012)

DEPOIMENTO

A visita ao Quilombo de Cambury foi muito importante: conheci um pouco a realidade daquela comunidade, desde o lado bom de viverem em plena natureza, até as dificuldades de falta de água e outros recursos, naturais, financeiros, e relativos a educação, saúde etc.

Achei importante haver ali a Escola Jambeiro, com toda uma estrutura de acesso à internet e aprendizado de informática, filmes, vídeos e discos à mancheia: não vi muitos livros, e isso é necessário. Proponho que na próxima visita façamos uma doação de livros, para a Escolinha Jambeiro ou diretamente para as famílias – ou para ambas.

Vamos pensar também na alfabetização. Mesmo que não seja possível a frequência de aulas, dá pra fazer instalações, afixar cartazes, atribuir/delegar atividades aos jovens que estudam, para que ajudem os demais a lerem. (Wilson Rocha, músico e educador)

Ao final dos trabalhos, houve a exposição dos produtos culturais: