Toques e tambores: Canto dos escravos por C. de Jesus

TOQUES E TAMBORES

Os atabaques dos rituais afro-brasileiros entabulam conversas significativas no momento em que são acionados por mãos hábeis de tocadores especialmente preparados para tocá-los. Cada toque evoca um determinado Orixá, cujo discurso expressa uma mensagem singular, conta alguma história, evoca uma narrativa. O tocador dos tambores rituais precisa conhecer o toque adequado para cada Orixá (vodum, inquice, encantado etc.). Cada narrativa representada pela dança ritual de um Orixá faz alusão a uma determinada passagem, de modo que há diferentes toques para expressar diferentes situações: conquistas, alegrias, movimento, lentidão, cansaço, realeza, harmonia, suavidade, conflitos. Enfim, a própria vida.

Canto dos escravos

Clementina de Jesus interpreta o belíssimo Canto II, do Álbum O Canto dos Escravos, LP prensado em 1982, contendo cantos ancestrais dos negros benguelas, de São João da Chapada, Diamantina, Minas Gerais. Canto II (Canto dos Escravos)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente,

De quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quiçamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente,

De quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quiçamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

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Saiba mais:

http://jornalggn.com.br/blog/implacavel/toques-e-tambores-no-candomble

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Festa cultural: moqueca de bagre, viola, cavaco e orquestra!

Homenagem da Clínica do Texto & informação aos educadores e músicos populares que acreditam na magia transformadora da Arte na vida das pessoas.

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Galeria de imagens da festa cultural, 23 de novembro de 2013.

Ontem, dia 23 de novembro de 2013, realizamos uma maravilhosa Festa de Confraternização na casa dos amigos Valter Souza e Nilva Luz. No cardápio, saboreamos uma iguaria preparada pelo casal: Moqueca de Bagre – Um primor! Muita alegria, entusiasmo e energia positiva emanaram das improvisações musicais, danças, rodas e repentes que iluminaram a festa. Estiveram presentes artistas, músicos, poetas, compositores, violeiros, arte-educadores e amantes da cultura popular – um retrato metonímico da alma e cultura brasileiras – momentos inesquecíveis ao lado de Wilson Rocha E Silva, Vanessa Viotti, Estação Memória Camburi, Josevania Núñez Ibanhez, Bruna e Jean, Norberto e Silvia, entre outros.

Não faltou AXÉ, por isso compartilhamos com todos que gostam de música, arte e folia!