Roda Pça. Elis Regina 2016

Desde 2016, sempre no terceiro domingo do mês, realizamos na Praça Elis Regina (Butantã) uma roda de capoeira. A roda acontece depois de uma vivência musical, com a participação de quem estiver passando pela praça, onde já acontece há mais de ano uma Feira tradicional, a Feira D’Elas; todos podem fazer parte da roda, mesmo que não tenha experiência com a prática da Capoeira.

E a roda, além de ser positiva para a comunidade, agrega grupos locais de capoeira, músicos e cantadores da região. São parceiros do projeto o coletivo SapéCapoeira, o Espaço Pé de Baraúna e o CEACA Butantã.

Além de ampliar o acesso das pessoas à roda de capoeira, nesse dia teremos outras atrações culturais como:

11h – Abertura com Berimbando – grupo percussivo
11h30 – Roda de Capoeira
12h30 – Seu Durval do Coco
13h – Samba de Roda – mulheres, tragam suas saias para dançar.

Seguem algumas fotos registradas do que acontece durante a roda:

Fonte: Roda Pça. Elis Regina 2016

Imaginário e Literatura: livros que valorizam a cultura brasileira e africana

Conheça mais sobre essa cultura tão presente no nosso imaginário

 

Literaturas que valorizam a diversidade étnica e cultural afro-brasileira e africana são uma ótima alternativa para abordar os conteúdos exigidos pela lei 10.639, que obriga o ensino da “História e Cultura afro-brasileira e africana” nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil.

Veja 14 dicas de livros recomendados para pais, filhos e professores sobre o tema. Confira também o índice de autores negros do Literafro, portal de estudos de literatura afro-brasileira da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Menina Bonita do Laço de Fita – Ana Maria Machado
A autora coloca em cena, através da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra, alguns assuntos muito debatidos nos dias de hoje, como a auto-estima das crianças negras e a igualdade racial.
2. Luana, A Menina Que Viu O Brasil Neném – Oswaldo Faustino, Arthur Garcia e Aroldo Macedo
O livro conta a história de Luana, uma menina de 8 anos que adora lutar capoeira, e a historia do descobrimento do Brasil. Ao lado de seu berimbau mágico, ela leva o leitor a outras épocas e lugares e mostra o quão rica é a cultura brasileira, além da importância das diferentes etnias existentes por aqui.
3. O Menino Marrom – Ziraldo
O Menino Marrom conta a historia da amizade entre dois meninos, um negro e um branco. Através da convivência aventureira dessas crianças ao longo de suas vidas, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos.
4. Lendas da África – Júlio Emílio Brás
O livro mostra fábulas tipicamente africanas para leitores de todo mundo. Nas histórias, o autor mostra um pouco do folclore africano, além de passar valores do “tempo em que os animais ainda falavam” para as crianças.
5. Terra Sonâmbula – Mia Couto
Primeiro livro do autor africano, Terra Sonâmbula foi considerado um dos doze melhores romances do continente no século 20. Numa estória emocionante sobre o encontro de um menino sem memória e um velhinho meio perdido pelo mundo, Mia Couto mistura símbolos tradicionais da cultura e da história moçambicana.
6. Meu avô um escriba – Oscar Guelli
A história se passa na África, mais precisamente no Egito. O pequeno Tatu é neto de um escriba. A convivência com o avô permitirá ao menino aprender cálculos, a ter contato com tradições mais antigas de seu país e a se preparar para também ser um escriba um dia.
7. O Cabelo de Lelê – Valéria Belém
Lelê é uma linda menininha negra, que não gosta do seu cabelo cheio de cachinhos. Um dia, através de um fantástico livro, começa a entender melhor a origem de seu cabelo e, assim, passa a valorizar o seu tipo de beleza.
8. A varanda Do Frangipani – Mia Couto
O romance policial moçambicano é marcado por palavras criadas pelo próprio autor, nascido no país onde se passa a trama. A história conta sobre o violento colonialismo em Moçambique e a superação do país a partir dessa cicatriz histórica.
9. Bia na África – Ricardo Dregher
O livro é parte da coleção “Viagens de Bia”. Nessa estória, Bia viaja por diferentes países da África, como Egito, Quênia e Angola. Na aventura, a garotinha conhece, entre outras curiosidades, a história do povo árabe e dos nossos antepassados negros, que vieram como escravos da África para o Brasil há muitos anos.
10. Avódezanove e o segredo do soviético – Ondjaki
Em Luanda, capital da Angola, África, as obras de um mausoléu realizadas por soldados soviéticos ameaçam desalojar morados da PraiaDoBispo, bairro da região. As crianças do bairro percebem as mudanças com olhares desconfiados. Talvez elas sejam as primeiras a perceber que a presença dos soldados soviéticos significa mais do que uma simples reforma espacial.
11. Tudo Bem Ser Diferente – Todd Parr
A obra ensina as crianças a cultivar a paz e os bons sentimentos. O autor lida com as diferenças entre as pessoas de uma maneira divertida e simples, abordando assuntos que deixam os adultos sem resposta, como adoção, separação de pais, deficiências físicas e preconceitos raciais.
12. Diversidade – Tatiana Belinky
O livro mostra, através de versos, porque é importante sermos todos diferentes. A autora fala que não basta reconhecer que as pessoas não são iguais, é preciso saber respeitar as diferenças.
13. Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar – Erika Balbino
Acompanhando as aventuras dos irmãos Cosme, Damião e Doum e seus amigos, os leitores entram em uma jornada que revela a relação do corpo com a música e aproxima as crianças da capoeira por meio de figuras lendárias das religiões de matriz africana. Além do enredo e das ilustrações do grafiteiro Alexandre Keto, um CD com a narração da história pela própria autora e cheio de cantos de capoeira e de Umbanda valorizam ainda mais essa luta, que é apresentada como dança, arte e jogo também.
14. Amanhecer Esmeralda – Ferréz
O livro conta a história da garota Manhã, negra, pobre e com grandes responsabilidades mesmo com tão pouca idade. Manhã tem sua vida transformada ao ganhar um vestido esmeralda de seu professor, que faz com que ela mude a forma como se vê e como vê o mundo ao seu redor.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/12-dicas-literatura-afro-brasileira-africana-729395.shtml

Toques e tambores: Canto dos escravos por C. de Jesus

TOQUES E TAMBORES

Os atabaques dos rituais afro-brasileiros entabulam conversas significativas no momento em que são acionados por mãos hábeis de tocadores especialmente preparados para tocá-los. Cada toque evoca um determinado Orixá, cujo discurso expressa uma mensagem singular, conta alguma história, evoca uma narrativa. O tocador dos tambores rituais precisa conhecer o toque adequado para cada Orixá (vodum, inquice, encantado etc.). Cada narrativa representada pela dança ritual de um Orixá faz alusão a uma determinada passagem, de modo que há diferentes toques para expressar diferentes situações: conquistas, alegrias, movimento, lentidão, cansaço, realeza, harmonia, suavidade, conflitos. Enfim, a própria vida.

Canto dos escravos

Clementina de Jesus interpreta o belíssimo Canto II, do Álbum O Canto dos Escravos, LP prensado em 1982, contendo cantos ancestrais dos negros benguelas, de São João da Chapada, Diamantina, Minas Gerais. Canto II (Canto dos Escravos)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente,

De quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quiçamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente,

De quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quiçamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,

Ô parente de quissamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,

Ô parente,

Pro Quilombo do Dumbá. (x2)

Ê, chora, chora Gongo,ê dévera, chora Gongo chora,

ê, chora, chora Gongo, ê cambada, chora Gongo chora.

||||||||||||||||||||||

Saiba mais:

http://jornalggn.com.br/blog/implacavel/toques-e-tambores-no-candomble

Documentário “Esse Rosário é Meu”

O documentário Esse Rosário é Meu foi produzido a partir de entrevistas realizadas com os congadeiros das cidades de São João del-Rei, Santa Cruz de Minas e Tiradentes, no período de 6 a 14 de abril. Inclui participações especiais e cenas gravadas no Cortejo Congadeiro.

Esse Rosario é Meu (YouTube)

Sinopse

ESSE ROSÁRIO É MEU de Antonio Gil Leal é um panorama afetivo desta riquíssima manifestação nas Vertentes das Minas Gerais, a congada. Porém, acima de tudo retrata o congadeiro, o negro brasileiro que resiste com astúcias ao processo de transformação no tecido social suburbano e campestre. O filme procura investir, de forma poética, na reelaboração dos elementos simbólicos católicos sobrepostos ao texto ágrafo de origem africana, criando um sistema singular, um hipertexto enraizado na tradição oral.

Equipe

Direção de fotografia e montagem: Antonio Gil Leal
Som direto e finalização de som: Antonio Carlos de Jesus
Câmera adicional: Rafael Biondi
Material de arquivo: André Mendes
Produção: Zilvanildo da Silva Lima
Pesquisa: Natalia Cristina Oliveira
Fotografia de bastidores: Paulo José Oliveira Amaro
Projeto gráfico: Maria José Boaventura

Diálogos contemporâneos: produção partilhada de conhecimento

Debate e Hipermídia – Produção Partilhada do Conhecimento – A mostra de greve pretende ser um espaço em que as três categorias se reúnam para, a partir de filmes, refletir sobre problemáticas sociais brasileiras contemporâneas, e a partir destas, a própria greve.

11/06 (quarta-feira) 14h | Universidade além dos muros

 

Filme. Produção partilhada do conhecimento Dir. Universidade e Aldeia. 2013. 78’. Brasil.

Sinopse: Cinquenta indígenas de doze aldeias diferentes, partilham na aldeia de Sangradouro (MT) a produção do conhecimento com pesquisadores, e contam, através de curtas-metragens, suas versões de temas como Diabetes, Meio Ambiente, Jarudori, Alcoolismo, Museu e Memória.

Debate: Mestre Alcides (Mestre Griô)

Sérgio Bairon (Diversitas/USP)

Repetição do filme às 19h (sem debate)

C E A C A

Mostra de Greve na USP
Exibições e debates: Prédio de História e Geografia

A mostra de greve pretende ser um espaço em que as três categorias se reúnam para, a partir de filmes, refletir sobre problemáticas sociais brasileiras contemporâneas, e a partir destas, a própria greve.

02/06 (segunda-feira) 17h | Abertura: Qual greve queremos?

Filme. Peões. Dir. Eduardo Coutinho. 2004. 85’. Brasil.

Sinopse:A história pessoal de trabalhadores da indústria metalúrgica do ABC paulista que tomaram parte no movimento grevista de 1979 e 1980, mas permaneceram em relativo anonimato. Eles falam de suas origens, de sua participação no movimento e dos caminhos que suas vidas trilharam desde então. Exibem souvenirs das greves, recordam os sofrimentos e recompensas do trabalho nas fábricas, comentam o efeito da militância política no âmbito familiar, dão sua visão pessoal de Lula e dos rumos do país.

Debate: Jorge Luís Souto Maior (Docente Direito/USP) | Waldemar…

Ver o post original 559 mais palavras

Ação Cultural no Quilombo de Cambury 15 a 20 novembro

Está chegando a hora de comemorarmos a SEMANA CONSCIÊNCIA NEGRA!!!

Participe e convide os seus amigos!!!

PROGRAMAÇÃO

“Oficinas de Memória: Arte, Cultura e Informação”

15 a 20 de Novembro 2012

Escolinha Jambeiro, Cambury, Ubatuba, SP

escolinhajambeiro@gmail.com

15 nov (quinta-feira) ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

10h – APRESENTAÇÃO

Início Oficina

DESENHO BÁSICO

MOSTRA GRAVURAS

DJANIRA/PINACOTECA

14h – NARRATIVA

Jogo do conto

Memória oral/escrita

17h Saberes locais (vídeos)

Canoa Caiçara *, 2009, col., 25 m.

Casa da Farinha, 1970, col., 13 m.

Pesquisar Infoteca digitalEMC

18h – Bate papo – Conversa

16 nov (sexta-feira) ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

10h – XILOGRAVURA

TÉCNICA ENTALHE

14h – CORDEL

LEITURA

PESQUISA (biblioteca/internet)

Filme Mostra –Tarde/Noite

CAFUNDÓ *, BRA, 2006, col., 101 m.

Bate papo – Conversa

17 nov (sábado) |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

MATINÊ – Filme Mostra

14h – Kiriku e a feiticeira*, 1998, col., 71m.

Bate papo – Conversa

19h – ENCONTRO MUSICAL

Cantos Afro e Caiçara (audições)

Filme Mostra –Tarde/Noite

BESOURO *, BRA, 2009, col., 94 m.

Bate papo – Conversa

18 nov (domingo) |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

10h – XILOGRAVURA

TÉCNICA ENTALHE

14h – XILOGRAVURA

TÉCNICA IMPRESSÃO

16h – EXPERIMENTAÇÃO MUSICAL

Memória Auditiva

Filme Mostra – Tarde/Noite

CHICO REI *, BRA, 1986, col., 115 m.

Bate papo – Conversa

19 nov (segunda-feira)||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

9h

OFICINA DE RESTAURO E CRIAÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS

Ensaios / secagem de impressões

Filme Mostra – Tarde

Atabaque de nzinga*, BRA, 2007, 87 min.

Ori*, BRA, 1989, 53 min.

Bate papo – Conversa

20 nov – Dia Nacional da Consciência Negra ||||||||||||||||||||||||

9 às 18hs

EXPOSIÇÃO

FOTOGRAFIA DESENHO, XILOGRAVURA

MOSTRA DE CURTAS – CINEPIPOCA**

Construtores – Zumbi

Dos grilhões ao quilombo

Retrato em preto e branco

LANCHE COLETIVO – FESTA

RODA

DANÇA

CIRANDA

Circo Aries Marioto

CAPOEIRA

O CONVITE ESTÁ ABERTO A TODOS QUE DESEJAM PARTICIPAR.

(?) Horários a confirmar no local.

Poderá haver remanejamento dos filmes e horários.

(*) Idade recomendada: Acima dos 12 anos.

(**) Censura livre.

Inscrições para as Oficinas podem ser feitas no local.

Todas as Atividades Culturais são GRATUITAS e abertas aos participantes!

Divulgue no seu Twitter – Oficinas de Memória: Arte, Cultura e Informação: http://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/2012/11/05/oficinas-de-memoria-arte-cultura-e-informacao/

Lançamento do livro Narrativas e Experiências: Histórias orais de mulheres brasileiras

Acontece hoje (11.08.09) o lançamento do Livro “Narrativas e experiências: histórias orais de mulheres brasileiras”
Dia 11 de agosto de 2009, terça-feira, das 19h às 22h
Livraria da Vila – Lorena, Alameda Lorena, 1731, Jardins, São Paulo

Lançamento do livro Narrativas e Experiências: Histórias orais de mulheres brasileiras